quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

3.º teste de avaliação

O grupo I será constituído por um exercício de compreensão do oral. O grupo II terá, como ponto de partida, uma narrativa de um autor português do século XX. Como sempre, podem surgir perguntas relacionadas com questões abordadas noutras ocasiões. Por exemplo, as categorias da narrativa, os registos de língua e os recursos expressivos.
Serão questionados acerca
  • dos padrões de formação de palavras complexas
  • dos tipos de sujeitos
  • da frase ativa/passiva
  • das funções sintáticas internas ao grupo verbal






... e farão um resumo.


Para melhor prepararem o teste, deverão fazer  exercícios do caderno de atividades da páginas abaixo indicadas:


pp. 13-17
p. 55-58
pp. 59-67


No fim, podem - e devem - consultar as soluções.
Bom trabalho!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

58 rugas na cara



Data-01/01/2060

Moledo, Portugal

Como é que vou começar... já nem consigo contar pelos dedos há quantos anos é que não escrevo em ti.... enfim! Aparentemente já passou mais um ano. Já fiz 58 rugas na cara, eu que dizia a brincar à minha mãe, com esta idade, que ela estava velha. Olha, queria eu estar tão bem conservada como ela quando tinha a minha idade.

A família reuniu-se na casa da minha irmã. Tal como o meu avô, ela queixa-se constantemente que já não tem idade para nos aturar a nós todos, mas a Teresa é a Teresa, diz coisas que nunca pensa, é apenas uma das manias dela, sempre assim foi, pelo menos que eu me lembre. Mas volto a citar: estou velha, a minha mente está completamente rebuscada, embora, pensando bem, sempre fui cabeça de vento, esquecida, fazia sempre tudo no último minuto, mas não me leves a mal, posso ser horrível com nomes, ainda pior com caras, nem sequer vou mencionar quão terrível sou com caras. Mas vozes: isso sim, disso não me esqueço, graças a Deus, senão estaria perdida.

Tudo mudou nestes últimos anos. Como tudo na vida, obviamente, pouco foi para melhor: a taxa de obesidade aumentou bruscamente. Imagina toda a gente a usar os novos aparelhos para tudo... mas eu continuo a ter um fraquinho por escrever (e desenhar) em papel, adoro aquele cheiro da folha, sabes? de livros acabados de comprar e folheados pela primeira vez, os bicos de lápis partidos (de que, se não me engano, já fiz coleção quando eu tinha uns cinco anos... eu era uma criança bem idiota). E o cheiro a queimado produzido pelas borrachas quando se apaga com as pressas! Isso sim, é provavelmente o que me faz continuar a escrever em folhas, e também o facto de não ter o autocorretor em cima de ti (que é bem irritante: eu quero escrever  raro, não rato!).

A sociedade está a ir por água abaixo, as pessoas já não têm aquele gosto de se ajudarem como se tinha antigamente, não se pode confiar nos vizinhos e estamos AINDA mais competitivos... e nem se fala do gosto que agora as pessoas têm de espezinhar o próximo.

Olha, estão a chamar-me para ver o fogo de artifício... vou ter de ir...

            Escrevo em ti mais tarde.
Inês

Resumos 1, 2, 3



Vantagens de praticar desporto

A prática de atividades desportivas acarreta, todos sabem, vantagens de vária ordem. O que muitos não sabem é que também pode ajudar terceiros. Veja-se então o exemplo seguinte: Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar e, numa janela, rodeada de chamas e fumo, apertando contra o peito o filho de apenas um mês de idade. Chegam os bombeiros, a situação é crítica, e não há tempo para grandes planos. A mulher, desesperada, lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um homem. O herói desta história é um bombeiro de 39 anos, Félix Vasques, que é praticante amador de basebol. Valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

118 palavras

Opção 1

Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar. Rodeada de chamas e fumo, uma mulher lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um bombeiro de 39 anos, que era praticante de basebol. Félix Vasquez valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

52 palavras
 
Opção 2
O desporto acarreta vantagens. Veja-se o exemplo: Nova Iorque, um incêndio num prédio. Uma mulher desesperada lançou o bebé de um mês para a rua, onde foi recolhido por Félix Vasquez, um bombeiro e praticante de basebol que apanhou a criança, salvando-lhe a vida.


44 palavras

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Distinção entre o modificador do grupo verbal e modificador do grupo frásico

De forma algo genérica, podemos dizer que a distinção essencial entre modificador verbal e modificador frásico reside no facto de o primeiro fazer parte do predicado e de o segundo ficar excluído dele. Por exemplo:
«Provavelmente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
No enunciado que aqui proponho, verificamos que o constituinte «ontem» integra o grupo verbal, e «provavelmente», não. Assim, «ontem» deverá ser classificado como modificador verbal, e «provavelmente» como modificador frásico.
A forma mais clara de ensinar a distinguir as duas subclasses de modificador aqui em análise talvez seja recorrer, na linha do já proposto por Carlos Rocha, nesta resposta, a testes de interrogação e de negação. Por princípio, os modificadores frásicos não podem ser negados nem interrogados, ao passo que os modificadores verbais podem (o asterisco indica agramaticalidade do enunciado):
Interrogação:
* «Foi provavelmente que ontem deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
«Foi ontem que provavelmente deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
Negação:
«Provavelmente, não ontem, mas hoje, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
*«Não provavelmente, mas seriamente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
(cf. Mateus e outros, Gramática da Língua Portuguesa, p.431 e 686).

(Pedro Mateus, In http://www.ciberduvidas.com/, acedido em 13/1/2015)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar


Hoje era um dia diferente, estava ansioso por acordar, mal consegui dormir, mas havia chegado a hora. Vesti-me, tomei banho, tomei o pequeno-almoço, peguei na mala e deixei a minha bela casa. Eram mais ou menos 7:40 (hora de Nova Iorque) quando cheguei ao aeroporto de Manhattan. Vim de táxi. Entrei no aeroporto, despachei a mala e fui para o local de partida. Esperei aí uns vinte minutos, quando aquela voz feminina chamou os passageiros pela última vez. Mostrei os documentos e meti-me no avião. Só me lembro de me sentar confortavelmente no meu lugar, que era o sessenta e tal, e de olhar para o ecrã e estava a dar aquele vídeozinho de segurança. Depois disso adormeci. Acordei com o piloto a anunciar a hora de chegada e esse tipo de informações. Apesar de já estar habituado, nunca gostei muito de andar de avião.

Saí no Porto e fui de táxi até Braga. Mal reconhecia as autoestradas. Já não havia aquela bomba de gasolina, aquele muro com graffiti, e sempre que eu olhava para o lado via prédios e edifícios, onde outrora viviam árvores e arbustos. O “Continente” já não era o “Continente", agora havia lá um grande pavilhão, de cuja utilização nem desconfio. As ruas e estradas eram parecidas, porém as saídas eram outras e todas iam dar a lugares novos de que não me recordava. Havia mais pontes e túneis. A cada minuto, passávamos por uma ou duas pontes e túneis. À medida que me ia aproximando do centro da cidade, o tamanho dos prédios ia aumentando. Todas as velhas casas que havia deram lugar ou a escolas, ou àqueles pavilhões que não sabia o que eram. O chafariz tinha sido tapado e já não atirava água às pessoas.

O táxi deixou-me mesmo ali, à beira da Sé, que, com buracos nas paredes, ainda ia resistindo. Tentei ir a pé para a minha antiga casa, mas acabei por me perder, pois já não reconhecia as ruas e avenidas. Consultei o meu “tablet”, fui àquela aplicação própria da cidade de Braga, que dizia as ruas e dava várias informações sobre a cidade, e pesquisei: “Rua Engenheiro Justino Amorim”. Aquilo abriu um mapa que continha as indicações e fui lá ter. Fiquei imensamente feliz ao ver o parque onde brinquei toda a minha infância. Estava quase igual, só que com mais cavalinhos, baloiços e escorregas. Olhei para o outro lado e vi um prédio alto e branco. Provavelmente seria aí o meu prédio antigo. Não liguei muito e fui para o parque e sentei-me num dos baloiços. Já eram quase oito horas da noite, e eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar: “Eu quero morrer aqui”.

Tomás

domingo, 11 de janeiro de 2015

Guardar cada memória, cada pensamento

 4 de abril de 2060
Querido diário,
Hoje faço 59 anos. A maioria das pessoas acha que sou velha demais para escrever num diário. Eu acho o contrário: é uma maneira de guardar cada memória de cada pensamento das nossas vidas.
Faz também 36 anos que me mudei para *****, a minha terra natal. Quando vim para cá, já não me lembrava de quase nada, apenas da casa onde morei. Ainda hoje, quando passo por lá, dá-me uma certa mágoa ver aquela casa a cair de velha. Faz-me lembrar a minha infância. Apesar de não saber escrever naquela altura, ainda me lembro de muitos momentos. É uma das poucas coisas de que me lembro sem estar escrito num dos diários antigos que tenho guardados desde pequena.
Agora é tudo tão diferente… casei-me, tenho três filhos; duas raparigas e um rapaz. São o meu orgulho…Daqui a alguns anos vou para a reforma. E espero chegar a tempo de poder tomar conta dos meus netos que, em princípio, irão nascer em breve. Pelo que sei, são gémeos. Ainda não se sabe se são rapariga ou rapaz.
Neste momento não posso pensar no passado, mas sim no futuro e no presente, o qual tenho que aproveitar ao máximo, porque ainda tenho muito para viver.


2060: o prazer da condução


Braga, Portugal, 26 de fevereiro de 2060
Quarta-feira
 
       Querido diário:
      
       Hoje é o dia dos meus anos. Odeio este dia! Antigamente, em 2014, os dias de anos eram divertidos e reunia-se a família toda. Agora é tudo por «voice mail», já não há o divertimento que havia antes. Agora, até os filhos são diferentes: já não vão à escola e não lidam com outras crianças, pois só têm que clicar num botão e ficam a saber tudo. Já não há alegria nas crianças.
       Hoje de manhã levantei-me, fui dar beijinhos aos meus filhos e um à minha mulher, tomei o pequeno-almoço e fui trabalhar. Ironicamente, no trabalho é onde eu me divirto mais, pois estou com colegas e amigos.
       Mas os dias, aqui em 2060 até são agradáveis, pois adoro conduzir o meu carro voador até ao trabalho ou quando vou dar uma volta com a minha família. Adiante: quando acabei de trabalhar, por volta das 18:00, vim para casa, comemos o bolo de anos, recebi as prendas, falei com a minha mãe e irmãs e depois ficamos todos a ver um filme (as televisões de agora não têm nada a ver com as de 2014).
       Viver em 2060 é bom, pois esta tecnologia toda é boa, mas ainda assim continuo a preferir 2014...
 
Ricardo

Braga: antevisão do futuro


Meu diário,

Voltei hoje, dia 24 de novembro de 2060, à cidade onde passei a minha infância, Braga. Está tudo diferente do que me lembrava de 2014.

Voltei à minha casa. Só se via musgo e ervas a taparem a entrada, notava-se bem as diferenças entre esta e a dos vizinhos: na minha, tudo velho e sujo, portões e paredes. Na dos vizinhos, parecia que acabara a imaginação, a mesma fachada em todas as casas rua abaixo, tudo limpinho e materiais novos. Confesso que fiquei desiludido. A minha casa nova em nada se comparava com esta. Tudo o que para mim era inovador na altura, era agora velho e feio. Fui também ao meu antigo prédio, que tinha sido remodelado. Fiquei surpreendido por lhe terem aumentado 20 andares, pois no tempo em que eu lá morava só tinha cinco, e agora estava com 25 andares.A cidade nem parecia a mesma. Todos os prédios tinham no mínimo 20 pisos, algo que nem era o máximo em 2014.
O trânsito é agora uma confusão: viadutos e via rápidas em tudo quanto é sítio, só filas e filas de carros nas horas de ponta. Quase sem espaços verdes na zona urbana, a população tem de se mover para as áreas periféricas para respirar ar puro, algo que não acontecia antigamente, pois não havia falta de espaços verdes. Consequentemente, todos os parques, como a rodovia e o campo de jogos, ficaram reduzidos a pavilhões fechados, o que me transtornou imenso. Todavia, há mais pessoas a viver em Braga e a cidade está muito bem desenvolvida, com tecnologia de ponta e com boas infraestruturas. Prova disso, uma nova autoestrada que liga a cidade ao seu novo aeroporto, que foi inaugurado em 2050.      

Contudo, acho que fiquei decepcionado com o regresso a Braga, pois esperava um melhor equilíbrio em espaços verdes no centro da cidade, prejudicando a saúde dos seus habitantes. Concluindo, Braga podia ter uma melhor organização política para evoluir ainda mais.

Bernardo

Sempre igual, sempre diferente


15 de agosto de 214

 Querida Sky

 Estes dias que tenho passado em Viseu com uns amigos dos meus pais têm sido incríveis. Eles são um casal, Sandra e Paulo, e têm um filho da minha idade que se chama João Miguel. Hoje acordámos às 11:45. Nós (eu, o João Miguel e os meus irmãos) dormimos todos no mesmo quarto. Quando nos arranjámos, fomos almoçar com os nossos pais. Passei a tarde a vê-los a jogar computador até às 16:00 e depois fui para o jardim, que tem uma mesa e bancos de mármore onde estavam os nossos pais a conversar.

 À noite, por volta das 19:00, fomos à feira. Vimos cá todos os anos, mas é sempre diferente. Na entrada havia um enorme "placard" luminoso que dizia: Feira de São Mateus, mas o que achámos engraçado foi o painel interativo que havia na entrada e pusemo-nos a tirar fotos. Quando entrámos fomos direitos a um pavilhão enorme e estivemos por lá uma hora. O meu pai pôs-se a falar com uns homens que lá encontrou. Depois andámos numas diversões que lá havia, como as montanhas russas, mas eu gostei mais do cinema em 6D. No final comemos cachorros quentes e os nossos pais beberam ginja e copos de chocolate. Eu provei e adorei! Quando viemos embora, a Sandra contou-me uma história de quando ela se embebedou na festa de finalistas do curso dela. Agora em casa, despeço-me porque estou com sono.

 Adeus,

Ana

Um dia inquietante


Braga, 17 de maio de 2013
Querido amigo,


Hoje de manhã, estava em casa a ver um programa de televisão, que até estava a ser divertido e de que eu estava a gostar, só que, de repente, senti uma grande dor de cabeça. No início, continuei calmamente a ver televisão, mas a dor não parava e era cada vez mais forte. Achei que talvez fosse melhor falar com os meus pais. Eles acharam melhor ir ao hospital para ver de que se tratava.
Depois de duas horas à espera, fomos atendidos. O médico mediu-me a tensão arterial e o batimento cardíaco e disse-nos que estava tudo bem e que não percebia a que se devia aquela dor forte. Deu-me um comprimido e, passado meia hora, fiquei bem. Agora estou em casa a contar-te o que aconteceu! Hoje foi um dia que não quero voltar a repetir porque, apesar de agora estar tudo bem, passei momentos de grande sofrimento e preocupação.
Agora já é tarde e eu tenho que ir dormir.
Boa noite!


Filipa

Um dia trepidante


24 de novembro de 2014, em casa

Querido diário,

Hoje foi um dia importante na escola, pois tive teste de Português e audição de piano. Mas não só. Comecei com natação. Avaliação! Não estava muito confiante, pois nadar de manhã com água fria não é “a minha praia”. Mas tudo correu bem, lá na piscina. Já na escola, tive teste de Português. Não é que não tivesse estudado, mas depois de ver que tinha de planificar o texto, pensei “Agora é que vão ser elas…” Juntando isso a uma confusão aqui e ali e lá se ia uma boa nota… mas, mais uma vez, consegui ultrapassar o “problema” sem complicações. Não interessa o que almocei (comida de cantina). A minha tarde foi, digamos, sossegada. Muito tempo livre, que aproveitei para estudar para a audição. Agora que penso nisso, não foi assim tanto tempo a estudar, foi… algum. Depois da aula de coro (que acabou uma hora e meia antes da audição) apareceu a minha professora de piano a dizer para nos irmos preparra para a audição. Quando esta começou, depois de tanto estudo, ainda me podia esquecer de alguma parte. Mas toquei bem, e os meus pais gostaram.

Resumindo, foi um dia que me surpreendeu pela positiva.

João Paulo

sábado, 10 de janeiro de 2015

Um mesmo olhar sobre as coisas

Hoje, como não aconteceu nada de interessante, decidi comparar o mundo de 2014 e o de 2060.
Em 2014, eu tinha 12 anos. Gostava muito dos gadgets da altura, como os tablets, as PlayStation, a televisão.
Mas agora já não dou muita importância a isso. Importo-me mais com a minha carreira de trombonista e com a minha família. Também pode ter a ver com o facto de agora não precisar destes aparelhos todos. Agora só uso os meus óculos X100, que têm toda a tecnologia de que preciso.
Agora já há muito pouca poluição, ao contrário do que acontecia em 2014, quando usávamos combustíveis para andar nos automóveis. Atualmente usamos a água poluída para os fazer andar. Depois de a usarmos, ela evapora-se e continua o seu ciclo hidráulico. Por isso não a gastamos. Quanto à camada de ozono, já foi reequilibrada para o seu ponto ideal. Reequilibrámo-la de 10 em 10 anos. Agora só em 2070. O cinema, em 2014, era pouco avançado. Tínhamos de nos deslocar lá para ver um filme que tinha saído há pouco tempo e só passado um mês é que o podíamos ver na televisão.
Agora toda a gente tem o seu cinema em casa, com os filmes mais recentes e atualizados.
Usamos o teletransporte para darmos a volta ao mundo num segundo. Antes tínhamos de fazer várias viagens, com preços altíssimos.
Bem, o mundo de hoje não é o que era. Mudou. E apesar de ter 59 anos, tenho o mesmo olhar sobre as coisas. E daqui em diante não vai ser igual. ''Cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida nas mãos de um criança''.

José João

Um teste, uma aflição

25-11-2014
               
Olá, diário,
Hoje de manhã tive, na sala FG4, um teste durante a aula de Português e vou contar-te como aconteceu:
Estava a dormir descansado, quando os meus pais decidiram acordar-me. Ia a tomar o pequeno-almoço cheio de sono e lembrei-me de que tinha teste de português. Preparei-me e fui a correr para a escola. Como não tinha folhas de teste, tentei ir comprar, mas a reprografia estava fechada. Nada a fazer.
Cheguei à sala. Quando a professora entregou o teste, fui ao fim e li que tínhamos de escrever um diário. Fiquei desiludido, pois tinha-me esquecido de ir ver os objetivos e nunca tinha escrito um diário na minha vida.
Comecei a fazer o teste e, logo na segunda pergunta, já não sabia o que fazer. Perguntei à professora mas, como sempre, não me disse nada. Continuei o teste, fiz tudo e cheguei ao grupo do texto. Quando iniciei a planificação, não sabia o que fazer. Então pus-me a pensar e resolvi fazer um diário sobre o dia de hoje. Finalmente acabei o teste. Que alívio!
Acho que o teste me correu bem.
Até à próxima… adeus, diário

Radeck Baboráck, o melhor trompista do mundo


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In http://www.olivieri-munroe.com/, acedido em 10/1/2014
Hoje, foi o dia mais surpreendente da minha vida.

       Quando cheguei a casa, depois de um dia muito cansativo, cheio de aulas, a minha mãe perguntou-me como tinha sido o meu dia na escola. (Tinha de lhe dizer que tinha sido o dia mais surpreendente da minha vida), então disse-lhe:

    - Mãe, hoje foi um dia fantástico para mim. Depois ela disse-me:

    -Então porquê? O que é que aconteceu? Eu disse-lhe:

    - Hoje o melhor trompista do mundo veio lá à escola.

 De seguida ela perguntou-me como é que ele se chamava (eu pensei para mim: - Se eu lhe disser o nome, ela vai fazer uma cara esquisita, quase de certeza) e, passados uns minutos, ela disse-me:

   - Diz lá qual é o nome. - E eu disse-lhe:

   - Ele chama-se Radeck Baboráck. - A minha mãe, como eu disse há bocado, fez a cara mais estranha que eu já vi – até me assustei.

Depois de muitos minutos de conversa, acabámos a conversa com ela a dizer-me:

   - Filho, o teu dia foi mesmo um dia de sorte. Eu também tive um dia surpreendente como o teu, mas agora não posso contá-lo. Agora vai lavar as mãos para ires para a mesa.

   Este dia foi mesmo impressionante, amanhã escrevo mais, agora tenho de dormir.

Nostalgia do Natal de 2014

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In http://rlv.zcache.com.br/, acedido em 10/1/2014
Bom dia,

Hoje estou com mais vontade de escrever, hoje é o dia mais especial do ano. Sempre adorei este dia, mas infelizmente cada vez estou gostando menos, está tudo tão diferente...
Hoje é dia de Natal. Quando era  pequena, em 2014, todas as pessoas do país, Portugal inteiro estava em festa. As pessoas andavam agitadas, a comprar os presentes, a decorar as casas, a fazer tudo e mais alguma coisa!
Hoje em dia não, as pessoas só querem estar em casa, as gerações mais novas a jogar nos seus novos telemóveis, os adultos a trabalhar, a ver televisão... Agora, um dia que era tão especial para mim, torna-se um dia normal.
Lembro-me daqueles Natais alegres, com as mesas recheadas, a casa enfeitada, famílias reunidas. Não queríamos saber das prendas, que eram um pouco desvalorizadas, Agora as crianças só querem prendas, nem sabem o verdadeiro sentido do Natal. É triste, muito triste mesmo.
Os interesses mudaram, os costumes também. Temos só de aceitar. Que eu conheça, só pensam como eu dez ou vinte pessoas. Esta nova geração também tem muitas coisas boas, imensas: a ciência evoluiu muito, a medicina...
São tempos diferentes. Em 2014 as pessoas ligavam mais às tradições.
Hoje em dia preferem outras coisas como novas tecnologias e assim. Bem. vou despedir-me. querido diário.
                                                                                        Até amanhã!
                                                                                        24/12/2060

Esmeralda

Um dia inesquecível


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(In http://www.logoboavida.goodlife.pt/, acedido em 10/1/2014)
20 de agosto, casa de férias

Querido diário,

Ontem levantei-me bastante cedo, visto que estamos em tempo de férias, mas foi por uma boa razão, a esperada ida ao Aquashow.
            Os meus pais levantaram-se mais cedo ainda para começarem a preparar a merenda. Passado pouco tempo, acordámos, eu e o meu primo. Tentámos despacharmo-nos o mais rápido possível para podermos aproveitar bem o dia.
            Saímos de casa, razoavelmente cedo. Todavia havia muito trânsito à chegada ao Aquashow. O pior foi estacionar, mas depois disso foi muito rápido, pois havia vários funcionários a receber bilhetes à entrada.
            Finalmente entrámos, procurámos um lugar, pousámos as toalhas e eu e o meu primo fomos apressadamente andar no escorrega que eu mais queria, a cobra. Como ainda era relativamente cedo, havia pouca fila. Foi só aguardar a nossa bóia dupla. Logo que a recebemos, subimos rapidamente os vários degraus até que chegámos ao topo. Pusemo-nos a postos e começámos a descer. Adorei a sensação de adrenalina, era um enorme tubo preto às escuras e curvo. Apesar de ter começado a gritar, quis repetir. Após termos andado em várias diversões, fomos almoçar umas sanduíches para ser rápido e leve. Ouvimos num altifalante a anunciar um espetáculo de araras. Adorámos a ideia e fomos ver.
            Foi um dia espetacular. Adorei, embora tivesse sido cansativo.

                       

                                                                                  Mariana

59 anos e ainda no Facebook...


02-07-2060

Hoje estou num banco de jardim a relembrar como é que as coisas eram no meu tempo, pois agora, em 2060, já é tudo muito diferente!

Agora já há a moda de toda a roupa ter um “chip” de identificação microscópico. O lado bom disso é que ninguém se perde! Os meios de transporte também estão modificados. Agora já não há ninguém a conduzir os autocarros, táxis, e nem mesmo o seu próprio carro, pois juntaram “chips” ao alcatrão e os carros seguem-no. Muito simples.

     A comida melhorou, e muito! Já se come comida que brilha no escuro e que flutua, não sei como, mas flutua! Usam-se uns óculos cujas lentes permitem ir à Internet, muito boas… agora que uso óculos, dá-me muito jeito para ir ao Facebook! (sim, mesmo com 59 anos ainda vou ao Facebook, não tenho culpa de ser muito social!).

     Mas a mudança de que eu gostei menos foi a mudança da linguagem. Agora é muito mais complicado falar com as pessoas. Acrescentarem algumas palavras, mas, como eu tenho 59 anos, já não tenho paciência para aturar “canalha” e as suas novas linguagens!

     Conclusão: agora sou uma mulher mais velha, com um marido e dois filhos (Xavier e Amanda), mais modificada e requintada, mas continuo a ter saudades do meu tempo, o tempo em que andava cheia de amigas à minha volta e tinha os meus pais a cuidar de mim. Bem, nunca irei esquecer o meu tempo de menina.

   Beijos, Rosana.

Uma família ao serviço do FC Bayern München


fcbayern_social.png (200×200)
In http://www.fcbayern.de/, acedido em 10/1/2014
7 de junho de 2070                                                                                                            Braga, Portugal

Querido Diário:

  Olá, meu velho amigo, já sentia a tua falta. Tu, antigamente, ajudavas-me a desabafar quando eu estava em baixo... agora, também desabafo com o meu robô de estimação.
  Nem sabes como é que isto está!!! Eu estou reformado, mas estou na Alemanha com os meus filhos e a minha mulher. Vim visitar os meus pais e o resto da família. O meu filho mais velho tem 40 anos e seguiu as minhas pegadas como jogador profissional no “FC Bayern München” (é um grande jogador) e a minha filha tem 34 e é empresária no “FC Bayern München”.
  E não é só isto, os carros voam, há robôs por todo o lado, etc. E o futebol, o meu desporto favorito, está melhor do que nunca. Os guarda redes têm luvas de aço, os fatos também são de aço e as chuteiras também, os jogadores também têm o mesmo, mas não têm luvas. Então o jogo fica muito mais emocionante, porque a bola vai com o dobro da velocidade… ah,  quase me esquecia de te dizer que o campo é maior, as balizas mais pequenas e existe um protetor para a bancada.
  Pronto, é isto que eu te tinha para dizer.

ASS: Zé Beto

Regresso ao passado


                                                                                                                          Vila Verde, 06-06-2060

   Querido diário,

Hoje faço anos, e todos os meus filhos, a Rosana, a Tânia e o Filipe quiseram que eu celebrasse os meus 59 anos em grande.
   De manhã, acordei com o pequeno-almoço na cama. Levantei-me, vesti-me e depois os meus filhos quiseram levar-me a um local, mas não me disseram onde. Vendaram-me os olhos, e quando me tiraram a venda, eu vi que estávamos em casa dos meus pais. Entrei em casa, e quando abri a porta estava lá toda a minha família, os meus pais, os meus irmãos e sobrinhos que estão na Suíça, os meus tios, primos e amigos.
   Todos me deram presentes, mas o melhor deles todos foi o do meu marido, que me ofereceu uma viagem a Miami em sua companhia.
   Ainda me lembro do meu aniversário em 2014, quando fiz 13 anos e os meus pais me ofereceram um bilhete de avião para ir passar férias à Suíça, em Agosto, para estar com os meus irmãos e sobrinhos...
   Passei todo o dia com a minha família, por isso o meu aniversário não podia ser melhor.
   Hoje fiquei também a saber que ia ser avó: a minha filha Rosana, a mais velha, está grávida. Foi o melhor aniversário da minha vida. Tive o que mais queria, que era estar com a minha família.



 
Catarina

Um acidente inquietante


12 de setembro de 2020,

Terraço da minha casa

 

Amigo Invisível,                                 

Desculpa por ontem não te ter escrito, mas aconteceu-me uma coisa terrível e, por isso, cheguei tarde a casa e não tive tempo de te escrever.

Ontem, quando estava a fazer o percurso habitual da escola até casa, com os meus pais, despistámo-nos. Ainda não sei bem como tudo aconteceu, só sei que, no momento do incidente, fiquei paralisada, sem saber o que fazer.

Estava eu a sair da escola, às 17.30, como todas as terças-feiras, depois de um longo dia de aulas. Entrei no carro da minha mãe, cumprimentei-a, contei-lhe o meu dia atarefado e partimos dali até à fábrica onde o meu pai trabalha. Estacionámos no parque e, passado pouco tempo, ele chegou e continuámos o percurso até casa.

Nestas viagens diárias, passamos sempre numa pequena floresta. Ontem não foi exceção. Quando estávamos a passar aí, o telefone do meu pai tocou e, não sei como, despistámo-nos e batemos noutro carro. Ninguém se magoou, mas os carros foram para a sucata.

Depois deste dia, aprendi que não se deve andar com os telemóveis, quando se está a conduzir.

A minha mãe está a chamar-me para ir jantar. Amanhã, falamos.

Beijinhos,

 

Inês


(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)

Uma sessão de cinema... quase inquietante

Querido Diário,


TheConjuring-Annabelle.jpg (627×352)


(In http://www.joblo.com/, acedido em 10/1/2015)
Nem sabes o que aconteceu há dias. Fui, com a minha irmã e a minha mãe, ao cinema ver o filme “Annabelle”. Já me tinham contado que era assustador, mas não muito, e estava ansiosa por ver.

Comprámos pipocas e a seguir fomos para a sala de cinema. Reparei que, assim que me aproximava da sala, aumentava o barulho vindo de lá de dentro. Quando entrei, vi que ela já estava a abarrotar de pessoas e adolescentes que conversavam muito alto e atiravam pipocas. Fiquei muito desanimada, pois presumi que não iria conseguir ver o filme sem me distrair. Mas, por sorte, lá se acalmaram e, assim, nós pudemos ver o filme. Com o decorrer do filme reparei que, sempre que aparecia uma cena mais assustadora, as pessoas desatavam aos gritos e logo depois comentavam isso com a pessoa do lado. Fiquei bastante irritada, admirada até, pois nunca me tinha acontecido uma coisa assim e espero que não se volte a repetir. Já íamos a meio do filme quando, de repente, ele parou - mas não mostrava que era intervalo. Ficámos todos intrigados até que, do nada, apareceu um auxiliar a afirmar que se as pessoas continuassem a fazer tanto barulho, eram obrigados a saírem do cinema. Isso bastou para que toda na gente evitasse falar alto.
Mas, apesar de tudo, gostei muito daquela noite, foi divertida.

Boa noite, querido diário.
Camila

Um diário compreensivo

Colonization_of_Mars.jpg (700×466)



(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)
18 de junho de 2060, Braga




Compreensivo diário,



Hoje, faço cinquenta e nove anos ! Estou em minha casa com toda a minha família.
Estive a recordar a minha infância em 2014 e como as coisas mudaram.
Ainda me lembro de como, nessa altura, a grande invenção foram os "Ipad" e outros. Agora, as máquinas é que fazem o mundo trabalhar, estamos muito dependentes delas.
Agora, há fábricas que produzem oxigénio. A poluição aumentou tanto que tivemos de recorrer a estas medidas, mas o ar voltou a ser como era, e podemos respirar livremente. A água do mar subiu muito e cidades (imagine-se lá, cidades) foram engolidas, cidades como Lisboa, que eu me lembro bem de ser a capital do país. É engraçado como as coisas mudam. A população mundial aumentou muito e, por causa disso, houve pessoas que foram colonizar Marte, e agora vivem lá normalmente. Quando eu tinha treze anos, lembro-me de pensar que iam falhar nessa missão, mas, quem diria, tiveram sucesso.
Agora vivo com toda a minha família numa mansão (ganhei o euromilhões), e estou a aproveitar a vida que aqui tenho.
Tenho de ir deitar-me. Foi bom recordar tudo o que aconteceu.


Obrigado, diário.



Do teu,


 Fernando

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Uma festa superlativa


23 de novembro de 2014                                                                                      20:40



Querido diário,

Hoje, dia 23, fui à festa de anos da Matilde, que se realizou no hotel Meliã. Foi muito fixe.
 Primeiro fomos para a piscina e estivemos lá, pr’aí durante 2 horas. Diverti-me muito, pois estive no jacuzzi e na piscina. Quando acabou o tempo da piscina, fomos para os balneários vestir-nos. Passado muito tempo acabaámos e, como a sala em que íamos ficar era no décimo andar, tivemos de ir de elevador. O elevador era todo de vidro, tinha umas vistas “fabulásticas” da cidade de Braga e eu até tirei fotos. Nós somos umas esfomeadas, por isso fomos logo para a mesa de comida e acabámos logo com tudo, porque estava deliciosa. Depois estivemos sentadas no sofá a comer pipocas e a beber chocolate quente. No final, eu e a Sofia fomos jogar wii (mais propriamente "Just Dance") e estivemos a dançar até não podermos mais. Às oito em ponto, lá fui eu embora com a minha mãe. Este dia foi super hiper mega fantástico, e espero sinceramente voltar a repeti-lo. (afinal não é todos os dias que podemos ir ao hotel Meliã de graça ahahah). 


Ana Teresa

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A cápsula do tempo da Margarida


                                                                                                                                                


(Fonte: http://www.ideiasereceitas.com/, consultada em 2/12/2014)



10 de maio de 2060

                                                                                                                                              Braga, Portugal

 

Querido Diário :

Hoje não conseguia dormir porque só conseguia pensar em como se  vivia antigamente. Por isso tive a ideia de escrever em ti, para depois  fazer uma cápsula do tempo, porque queria que as futuras gerações portuguesas  tivessem ideia de como se vivia antigamente.
Tenho saudades de ser nova, sabes ? Tenho saudades de comer o arroz de pato saboroso que a minha avó fazia, e principalmente do pudim de chocolate que se derretia na boca e só dava vontade de comer mais. Hoje em dia a comida não presta. São estes comprimidos  farinhentos, cheios de aromas, que na realidade não sabem a nada e só servem para não se morrer à fome.
 Nos velhos dias nós queixávamo-nos da crise, mas não tínhamos noção da sorte que  tínhamos por ainda  viver em democracia. Não devia estar a falar sobre isto, mas a ditadura de Salazar, de que se falava quando eu era pequena, era, provavelmente, muito melhor do que a ditadura de hoje, a ditadura de José Freitas. Isto aqui está tão mal que mais de metade do país  fugiu para Marte ilegalmente. Eu fiquei aqui porque, se fugisse, ficava sem memórias  nenhumas do passado.
 Já se extinguiram imensas  espécies de animais,  já há  robôs para quase  tudo…                                                                      
Quem me dera voltar atrás no  tempo. Infelizmente, ainda não inventaram as máquinas do tempo, mas quando as inventarem, podes  ter a certeza de que  vou ser a primeira  a experimentá-las.