sábado, 10 de janeiro de 2015

Um acidente inquietante


12 de setembro de 2020,

Terraço da minha casa

 

Amigo Invisível,                                 

Desculpa por ontem não te ter escrito, mas aconteceu-me uma coisa terrível e, por isso, cheguei tarde a casa e não tive tempo de te escrever.

Ontem, quando estava a fazer o percurso habitual da escola até casa, com os meus pais, despistámo-nos. Ainda não sei bem como tudo aconteceu, só sei que, no momento do incidente, fiquei paralisada, sem saber o que fazer.

Estava eu a sair da escola, às 17.30, como todas as terças-feiras, depois de um longo dia de aulas. Entrei no carro da minha mãe, cumprimentei-a, contei-lhe o meu dia atarefado e partimos dali até à fábrica onde o meu pai trabalha. Estacionámos no parque e, passado pouco tempo, ele chegou e continuámos o percurso até casa.

Nestas viagens diárias, passamos sempre numa pequena floresta. Ontem não foi exceção. Quando estávamos a passar aí, o telefone do meu pai tocou e, não sei como, despistámo-nos e batemos noutro carro. Ninguém se magoou, mas os carros foram para a sucata.

Depois deste dia, aprendi que não se deve andar com os telemóveis, quando se está a conduzir.

A minha mãe está a chamar-me para ir jantar. Amanhã, falamos.

Beijinhos,

 

Inês

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