domingo, 11 de janeiro de 2015

Braga: antevisão do futuro


Meu diário,

Voltei hoje, dia 24 de novembro de 2060, à cidade onde passei a minha infância, Braga. Está tudo diferente do que me lembrava de 2014.

Voltei à minha casa. Só se via musgo e ervas a taparem a entrada, notava-se bem as diferenças entre esta e a dos vizinhos: na minha, tudo velho e sujo, portões e paredes. Na dos vizinhos, parecia que acabara a imaginação, a mesma fachada em todas as casas rua abaixo, tudo limpinho e materiais novos. Confesso que fiquei desiludido. A minha casa nova em nada se comparava com esta. Tudo o que para mim era inovador na altura, era agora velho e feio. Fui também ao meu antigo prédio, que tinha sido remodelado. Fiquei surpreendido por lhe terem aumentado 20 andares, pois no tempo em que eu lá morava só tinha cinco, e agora estava com 25 andares.A cidade nem parecia a mesma. Todos os prédios tinham no mínimo 20 pisos, algo que nem era o máximo em 2014.
O trânsito é agora uma confusão: viadutos e via rápidas em tudo quanto é sítio, só filas e filas de carros nas horas de ponta. Quase sem espaços verdes na zona urbana, a população tem de se mover para as áreas periféricas para respirar ar puro, algo que não acontecia antigamente, pois não havia falta de espaços verdes. Consequentemente, todos os parques, como a rodovia e o campo de jogos, ficaram reduzidos a pavilhões fechados, o que me transtornou imenso. Todavia, há mais pessoas a viver em Braga e a cidade está muito bem desenvolvida, com tecnologia de ponta e com boas infraestruturas. Prova disso, uma nova autoestrada que liga a cidade ao seu novo aeroporto, que foi inaugurado em 2050.      

Contudo, acho que fiquei decepcionado com o regresso a Braga, pois esperava um melhor equilíbrio em espaços verdes no centro da cidade, prejudicando a saúde dos seus habitantes. Concluindo, Braga podia ter uma melhor organização política para evoluir ainda mais.

Bernardo

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