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sexta-feira, 22 de maio de 2015


1. duques, duque, duquesa; galos, galinha, galo; profetas, profetisa, profeta; compadres,

comadre, compadre; plebeus, plebeia, plebeu; leões, leoa, leão; carneiros, ovelha,

carneiro; juízes, juíza, juiz; escultores, escultora, escultor; ladrões, ladra, ladrão; homens,

mulher, homem; solteirões, solteirona, solteirão; barões, baronesa, barão; judeu, judia,

judeu.

2. Órgãos, carateres, répteis, barris, itens, fregueses, patrões, jardins, ananases, sons,

recém-casados, girassóis, caixeiros-viajantes, porta-vozes, obras-primas, caminhos de

ferro, vaivéns, mata-borrões, escolas-modelo, bancarrotas.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Por estranho que pareça...

... estes superlativos absolutos sintéticos existem.

 

a. benevolentíssimo  BENEVOLENTE
b. amicíssimo  AMIGO
c. antiquíssimo  ANTIGO
d. audacíssimo  AUDAZ
e. horribilíssimo  HORRÍVEL
f. frigidíssimo  FRIO
g. crudelíssimo  CRUEL
h. dulcíssimo  DOCE
i. sapientíssimo  SÁBIO
j. velocíssimo  VELOZ
k. paupérrimo  POBRE
l. atrocíssimo  ATROZ
m. libérrimo LIVRE
n. acérrimo  ACRE
o. nigérrimo  NEGRO
p. celebérrimo  CÉLEBRE
q. macérrimo  MAGRO
r. aspérrimo  ÁSPERO
s. misérrimo  MÍSERO
t. simplicíssimo SIMPLES
u. felicíssimo FELIZ

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

"Papos", de Luis Fernando Veríssimo


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dá. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Distinção entre o modificador do grupo verbal e modificador do grupo frásico

De forma algo genérica, podemos dizer que a distinção essencial entre modificador verbal e modificador frásico reside no facto de o primeiro fazer parte do predicado e de o segundo ficar excluído dele. Por exemplo:
«Provavelmente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
No enunciado que aqui proponho, verificamos que o constituinte «ontem» integra o grupo verbal, e «provavelmente», não. Assim, «ontem» deverá ser classificado como modificador verbal, e «provavelmente» como modificador frásico.
A forma mais clara de ensinar a distinguir as duas subclasses de modificador aqui em análise talvez seja recorrer, na linha do já proposto por Carlos Rocha, nesta resposta, a testes de interrogação e de negação. Por princípio, os modificadores frásicos não podem ser negados nem interrogados, ao passo que os modificadores verbais podem (o asterisco indica agramaticalidade do enunciado):
Interrogação:
* «Foi provavelmente que ontem deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
«Foi ontem que provavelmente deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
Negação:
«Provavelmente, não ontem, mas hoje, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
*«Não provavelmente, mas seriamente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
(cf. Mateus e outros, Gramática da Língua Portuguesa, p.431 e 686).

(Pedro Mateus, In http://www.ciberduvidas.com/, acedido em 13/1/2015)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Cenário de correção




  1. Este tipo de texto é publicado na secção Local.
     

    2.  (A) Quem? André Carrilho (B) fez um “cartoon” que se tornou viral         (C) Nas últimas semanas        (D) nos "media" e nas redes sociais


     


    3.  

    1. (B) 
    2.  (D).
    3.  (B)
     
        4. (B)
       5. (A) Falsa (B) Indeterminada (C) Verdadeira


  2. Fonte: http://www.publico.pt/  (consultado em 18/10/2014).

    6.1. A personagem do lado esquerdo é um profissional de saúde, devidamente equipado para resistir ao ébola, enquanto a personagem do lado direito, de raça negra, usa apenas uns calções.

    6.2. Em princípio, encontramos a personagem do lado esquerdo em países desenvolvidos, e encontramos a personagem do lado direito em África.

    6.3. O “cartoon” está divido em duas metades, uma preta e uma branca, o que condiz com o título” “Ébola a branco e preto”. Numa faixa lateral, à esquerda, lê-se o nome do autor (António Jorge Gonçalves) e o título da série (“Toon”). Na metade esquerda da imagem vê-se alguém totalmente equipado com um fato branco, o que, por um lado, contrasta com o fundo da imagem, mas está de acordo com essa metade do título (“branco”). Do lado direito sucede o inverso: a personagem, um negro, sumariamente vestido de calções brancos, destaca-se no fundo branco. O título, dentro da mesma lógica dos contrastes, é “preto”. Há ainda a destacar que, embora as pessoas adotem a mesma postura, a figura do lado direito é extremamente magra face ao volume da figura do lado esquerdo.

    6.4. A intenção crítica do “cartoon” consiste em criticar a forma diferente como são tratados quer os profissionais médicos, quer os doentes infetados com ébola, consoante a sua proveniência geográfica. Aliás, como é realçado no texto relativo ao “cartoon” de André Carrilho, a opinião pública ocidental só despertou para a questão do ébola quando o vírus deixou de estar circunscrito a três países africanos. Este “cartoon” retrata o contraste, nomeadamente no que diz respeito aos meios, entre os habitantes de África e os habitantes de países desenvolvidos.


    6.5. “Slogan”: resposta livre.