terça-feira, 31 de março de 2015

Commentaire N.º 3

 
Este período, para a realização das exposições orais de Português, cada aluno teve a oportunidade de apresentar aos seus colegas a personagem que lhe fora atribuída.

Antes de mais, gostava de demonstrar o meu desagrado acerca da falta de pontualidade e de responsabilidade em cumprir prazos, visto que no dia marcado para apresentar as exposições apenas cinco alunos o fizeram.

O primeiro grande problema de algumas exposições foi a postura. Ao longo das apresentações houve mãos nos bolsos e até quem brincasse com a caneta ou com o casaco. Outro grande problema foi o olhar, pois houve quem o dirigisse apenas para a professora ou quem decidisse fixá-lo num ponto.

Na minha opinião, as grandes enumerações tornaram as exposições maçadoras e fizeram com que a atenção dos colegas se dispersasse. Porém, existiram técnicas que, a meu ver, funcionaram. Entre elas estão as comparações, como por exemplo a comparação entre Mary Read e Merida. Gostei também quando eram mencionados alguns vícios ou características específicas das personagens. Outra técnica muito utilizada foi a leitura de excertos do livro que estava na base da exposição oral. Contudo, alguns dos excertos eram desnecessários, dado que não acrescentaram nada de novo à exposição.

No geral, gostei de todas as apresentações, uma vez que fiquei a conhecer personagens de que nunca tinha ouvido falar e gostei sobretudo de ter sido confrontada com o desafio de apresentar também a minha personagem aos meus colegas.

(Imagem retirada de http://cdn.spectator.co.uk/)

Commentaire N.º 2




Ao longo de três semanas do final do 2º período, no sentido de realizar a avaliação da expressão oral, foi-nos proposto pela professora que apresentássemos uma personagem de um livro, indicada por ela.

Na minha opinião, as apresentações foram bastante positivas, na sua generalidade. Cheguei a esta conclusão depois de refletir sobre alguns aspetos benéficos, como a fluidez, a clareza do discurso e o estilo relaxado, com algumas expressões engraçadas e que despertaram interesse, as quais tornaram as exposições agradáveis. Isto demonstrou a confiança dos colegas, que também cativaram através da leitura e explicação de excertos, o que permitiu perceber o contexto.

No entanto, penso que algumas apresentações teriam sido melhores se alguns colegas optassem por adotar um tom de voz mais audível e sem sons hesitantes, ou  se adotassem uma postura menos tensa e sem as mãos nos bolsos. Por outro lado, teria contribuído para uma melhor compreensão a escolha de um excerto mais relacionado com o que estavam a dizer, assim como uma melhor organização do discurso.


Apesar disto, estas exposições levaram a que ficasse a conhecer personagens e livros que desconhecia, de entre os quais destaco Alice, Robinson Crusoe e Sherlock Holmes. No caso de Alice cativou-me para a leitura, mesmo já conhecendo a história e a personagem, pois ao relê-lo iria notar aspetos referidos na exposição, ao contrário de Robinson Crusoe, que desconhecia, e por isso, pretendo ler a sua história. Já o Sherlock Holmes levou a que me interessasse pelas suas investigações.

(Imagem retirada de http://fc09.deviantart.net/)

Commentaire n.º 1


As exposições orais apresentadas pelos alunos da turma do 8ºA foram boas. No entanto, foram cometidos erros graves em algumas apresentações.
 
No geral, todas as apresentações foram interessantes, com personagens maravilhosas e também livros escritos por autores fantásticos (alguns melhores do que outros, mas isso é normal). A maioria dos alunos expressou-se de uma maneira bastante boa, dando o seu melhor.
 
Por outro lado, houve alunos que quase não falaram nada sobre a personagem que lhes tinha sido atribuída. Limitaram-se a contar a história do livro que leram e nada mais fizeram. Outros basearam as suas orais na leitura de um excerto enorme (alguns até de várias páginas), “assassinando” uma apresentação que poderia ter sido bastante boa. Houve também quem não se tivesse esforçado nada, inventando bastante ao chegar o momento da apresentação.
 
Um conselho que dou a alguns alunos é que comecem a articular bem as palavras e a entoá-las (nunca exageradamente), para não tornar as próximas exposições tão aborrecidas, de modo que consigam cativar a atenção de todos os colegas. 
 
Notava-se o nervosismo em praticamente todos os alunos, mas, para além dos aspetos negativos referidos anteriormente, gostei de todas as apresentações, salvo raras exceções, de alunos que poderiam ter-se esforçado ligeiramente mais.

domingo, 8 de março de 2015

Cenário de correção 4.º teste ("A foto")


Grupo I

  1. C-B-D-F-A-E
  2. 2.1. C
    1. B
    2.  B
  3. D
    Grupo II

  1. Trata-se de uma metáfora. O seu valor expressivo advém da temática do texto (o bisavô cuja morte está iminente), mas também mostra que os protestos foram tantos e tão pesados como uma pedra de sepultura. Também podemos considerar que há uma personificação, na medida em que apenas os seres vivos podem ser sepultados. Nesta hipótese, a escolha do verbo é motivada pela temática da crónica.
    2.1 “Não deixa eles te humilharem, Mário César.”
    2.2. “Tira você mesmo, ué.”
    2.3. “Tira você mesmo, .”
     
    3.1 Mário César tê-la-ia tirado , se não tivesse receio de irritar Bitinha.

3.2 Depois de observarem a cena, os empregados do restaurante decidiram tirá-la.

3.3 No ano que vem, a bisavó convidá-la-á novamente.

3.4. De acordo com o Castelo, “o bisa” não a arrancou da sua mão.

 

4.1.2 “(…) impaciente (…)”

4.2.1 “(…) que vão surgindo no mercado (…)”

 

5.1 Quando Mário César se ofereceu para tirar a fotografia, Bitinha opôs-se.

5.2. Mário César ofereceu-se para tirar a fotografia para resolver a questão.

5.3. O bisavô tomou uma atitude drástica, porque estava fatigado.

 

Grupo III

Resposta livre (80-120 palavras)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cenário de correção do 4.º teste ("Na praia")









Grupo I


1. 1.a.; 2.f.; 3.e.; 4.c.
2.O pronome “isso”refere-se a “Avançando sempre mais […] mas também o domam.” (ll. 17-18).
3.1.b.; 3.2.c.; 3.3.b.; 3.4.c.; 3.5.c.
Grupo II

1. Colocação do pronome átono antes do verbo: “E ele a examinava com divertida curiosidade.”


Uso do gerúndio: “Gostava de ficar lendo em baixo do guarda-sol.”


Formas de tratamento: " No livro que você está lendo."


2. No segundo parágrafo há uma enumeração ("Nem chapéu, nem óculos, nem protetor, nem celular. Nada." A enorme quantidade de objetos de que Bárbara se faz acompanhar (cf. segundo parágrafo) contrasta com o despojamento da personagem masculina, que não traz nada consigo. De igual modo, a comparação presente em "Como um nativo nu examinando as vestes pesadas e os paramentos de um explorador recém-chegado ao Novo Mundo." tem como objetivo reforçar o contraste entre as duas personagens, para além de mostrar a atenção com que a personagem masculina observava Bárbara.

3.1. Geoffrey tê-la-á abordado por ela estar a ler aquele livro em particular.

3.2 Amanhã, Bárbara guardá-los-á num cesto opaco.

3.1. Ou talvez ela não as traga.

3.4. Os nativos nus examinavam-nos com curiosidade.
4.1.2 “misterioso”
4.2.1 “que mais agradam ao público”

 5.1. Bárbara ficou irritada, porque o desconhecido perturbava-a.

5.2. Quando Geoffrey desvendou o final do livro, Bárbara insurgiu-se.

5.3. Geoffrey desvendou o final do livro para poupar Bárbara de ter que ler o resto.

Grupo III
Resposta livre










quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

4.º teste de avaliação


[Zits.png]

(In http://1.bp.blogspot.com/, acedido em 26/2/2014)


Leitura

Interpretação de um texto de opinião


Variedades do português
Educação literária

Texto literário de autor lusófono

Recursos expressivos

Gramática: a estudada até ao momento. Será dado especial relevo a:

  • Modificador do nome restritivo e apositivo
  • Orações subordinadas adverbiais temporais, causais, finais e condicionais
  • Pronome pessoal em adjacência verbal: em orações subordinadas; na conjugação do futuro e do condicional

Escrita

Comentário de 80 a 120 palavras subordinado a tópicos fornecidos

(Planificação, estruturação, redação com coerência e correção linguística, variação sintática e vocabular, revisão)


N.B. Poderão realizar as seguintes atividades do caderno de exercícios: p. 69, ex. 4 e 5; pp. 73-75, ex. 2, 3, 4, 5, 6 e 7.



"Papos", de Luis Fernando Veríssimo


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dá. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.