quinta-feira, 5 de março de 2015

Cenário de correção do 4.º teste ("Na praia")









Grupo I


1. 1.a.; 2.f.; 3.e.; 4.c.
2.O pronome “isso”refere-se a “Avançando sempre mais […] mas também o domam.” (ll. 17-18).
3.1.b.; 3.2.c.; 3.3.b.; 3.4.c.; 3.5.c.
Grupo II

1. Colocação do pronome átono antes do verbo: “E ele a examinava com divertida curiosidade.”


Uso do gerúndio: “Gostava de ficar lendo em baixo do guarda-sol.”


Formas de tratamento: " No livro que você está lendo."


2. No segundo parágrafo há uma enumeração ("Nem chapéu, nem óculos, nem protetor, nem celular. Nada." A enorme quantidade de objetos de que Bárbara se faz acompanhar (cf. segundo parágrafo) contrasta com o despojamento da personagem masculina, que não traz nada consigo. De igual modo, a comparação presente em "Como um nativo nu examinando as vestes pesadas e os paramentos de um explorador recém-chegado ao Novo Mundo." tem como objetivo reforçar o contraste entre as duas personagens, para além de mostrar a atenção com que a personagem masculina observava Bárbara.

3.1. Geoffrey tê-la-á abordado por ela estar a ler aquele livro em particular.

3.2 Amanhã, Bárbara guardá-los-á num cesto opaco.

3.1. Ou talvez ela não as traga.

3.4. Os nativos nus examinavam-nos com curiosidade.
4.1.2 “misterioso”
4.2.1 “que mais agradam ao público”

 5.1. Bárbara ficou irritada, porque o desconhecido perturbava-a.

5.2. Quando Geoffrey desvendou o final do livro, Bárbara insurgiu-se.

5.3. Geoffrey desvendou o final do livro para poupar Bárbara de ter que ler o resto.

Grupo III
Resposta livre










quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

4.º teste de avaliação


[Zits.png]

(In http://1.bp.blogspot.com/, acedido em 26/2/2014)


Leitura

Interpretação de um texto de opinião


Variedades do português
Educação literária

Texto literário de autor lusófono

Recursos expressivos

Gramática: a estudada até ao momento. Será dado especial relevo a:

  • Modificador do nome restritivo e apositivo
  • Orações subordinadas adverbiais temporais, causais, finais e condicionais
  • Pronome pessoal em adjacência verbal: em orações subordinadas; na conjugação do futuro e do condicional

Escrita

Comentário de 80 a 120 palavras subordinado a tópicos fornecidos

(Planificação, estruturação, redação com coerência e correção linguística, variação sintática e vocabular, revisão)


N.B. Poderão realizar as seguintes atividades do caderno de exercícios: p. 69, ex. 4 e 5; pp. 73-75, ex. 2, 3, 4, 5, 6 e 7.



"Papos", de Luis Fernando Veríssimo


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é “digo-te”?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O “te” e o “você” não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem?
- Eu só estava querendo...
- Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como “esquece”? Você prefere falar errado? E o certo é “esquece” ou “esqueça”? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que mas dá. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-te-ia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste




 (In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)

  1. O vagabundo instala-se numa mesa, “a meio” de uma esplanada situada numa avenida, em Lisboa.
  2. Os ocupantes da esplanada começam por mostrar “expressões desaprovadoras” quando veem que o vagabundo se senta na esplanada. Em seguida, a sua aparência e atitude provocam, num primeiro momento, indignação e, num segundo momento, ofensa. Finalmente, o facto de o homem pegar num jornal provoca-lhes uma “recalcada, hedionda raiva”.
  3. O vagabundo não adota as regras e convenções sociais. Satisfaz-se com o que tem, sorrindo “de bem-estar” e lendo um jornal apanhado do chão. Por outro lado, é educado, tratando o empregado com delicadeza, e tolerante, ao dizer “E diga à gerência que os deixe ficar. Por mim, não me importo.”
  4. A adjetivação põe em evidência que, apesar de a sua roupa ser velha e “cheia de remendos”, o homem tinha uma aparência digna.
  5. Enquanto o dístico proíbe a entrada de pessoas com mau aspeto exterior, o homem julga que a gerência se refere a pessoas que, como os restantes ocupantes da esplanada, adotam atitudes agressivas.

6. Resposta livre.


III


1. a. Palava derivada por prefixação
b. Derivação por parassíntese
2.1. a. consumo b. sustento
2.2. Derivação não afixal
3. a. Homens e mulheres - sujeito composto
b. O vagabundo - sujeito simples
c. Sujeito nulo subentendido: o vagabundo
4. a. complemento oblíquo
b. predicativo do sujeito
c. lhe = complemento indireto; a atenção = complemento direto
5.1. a. O rosto do vagabundo tinha sido curtido pelo sol.
b. O vagabundo leu o jornal.
c. A gerência terá sido avisada pelo empregado.


IV
Malala Yousafzai, prémio Nobel da paz 2014





Há um ano, no Paquistão, um homem aproximou-se de uma camioneta escolar e atingiu Malala Yousafzai na cabeça. Nesse dia, ela quase morreu. Tinha 15 anos e andava num liceu feminino de Khushal, Mingora, no Vale do Swat, onde, entre 2007 e 2009, os talibans lançavam o terror, em particular entre as mulheres e as raparigas.


Em 2009, Malala aparecera num documentário da BBC a defender o direito das raparigas a estudar, tornando-se um alvo a abater pelos talibans.

No último ano, Malala foi operada várias vezes no Paquistão e em Inglaterra, para onde se mudou com a família e onde estuda. Apesar da sua juventude, a ativista pela educação tenciona regressar ao seu país e fazer política.

Recentemente,   Malala pediu ao Presidente dos Estados Unidos  que eliminasse o terrorismo no Afeganistão investindo na educação, em detrimento da ajuda bélica.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comentários críticos a "Natal", de Miguel Torga



O conto “Natal”, de Miguel Torga, é um texto que tem uma boa história de base, embora apresente uma escrita confusa.
Acho o mendigo Garrinchas um bom assunto, representando a bondade deste para com a santa (apesar de esta não ser real, mas apenas uma imagem).
Por outro lado, o constante uso de bordões, diminutivos e um estilo descontraído, fazem com que o texto se torne confuso e, principalmente no início, enfadonho. O conto torna-se aborrecido e aquela maravilhosa história de base perde a “magia” que a tornaria esplêndida.
Finalizando, recomendo a leitura desta história apenas às pessoas que gostam deste tipo de escrita, caso contrário acharão o mesmo que eu: uma história arruinada pelo registo de língua.
Laura



O conto “Natal”, escrito por Miguel Torga, contido no livro “Novos Contos da Montanha”, é um conto bastante desinteressante.
Não me desperta qualquer tipo de curiosidade. Posso justificá-lo dizendo que mais de metade do texto se refere a um homem a tentar subir uma montanha. Depois, tudo passa para um cenário religioso, que também não é o tema que mais aprecio. Para exemplificar: a personagem principal, Garrinchas, tenta oferecer parte da sua ceia de Natal a uma estátua que estava dentro de uma igreja.
Concluindo, recomendo este conto a leitores que gostem de perder o seu tempo a ler três páginas de texto sem significado ou qualquer sentido.

Frederico


Na minha opinião, a obra “Natal” de Miguel Torga é – embora um pouco confusa – bastante interessante.
Dado que trata de uma época do ano que aprecio, a obra cativou-me bastante. Contudo, não se trata de uma história típica de Natal em que a família se reúne, trata-se de uma história em que a personagem principal passa o Natal numa capela com Maria e Jesus. A semelhança com a realidade fez com que a história me interessasse, todavia tem um registo de língua um pouco complicado, como nos exemplos “ de estevas e giestas” e “Agora albergar o copo”.
Em suma, o conto é aconselhável, tendo em conta a idade do leitor, mas, devido ao registo de língua, nem toda a gente consegue perceber.
                                                                                                                                                 Maria João


    Na minha opinião, o conto "Natal", de Miguel Torga, é um conto com uma história um pouco triste, que tem como personagem principal Garrinchas, um velho mendigo.
    Este conto é um pouco triste porque, neste caso, e passo a citar:"(...) nem casa nem família(...)" esperavam Garrinchas. Acho o conto muito interessante, porque remata para uma realidade que, infelizmente, muitas pessoas acham que não existe, mas existe, e cada vez se nota mais, que é o facto de muita gente ser pobre e não ter sítio onde comer ou dormir. 
     Também acho que foi muito bem escrito, porque o escritor conseguiu acrescentar palavras ou frases, como por exemplo:"Olarila" e "lá morrer de frio isso vírgula" mais familiares que proporcionam animação sem tornar o conto demasiado popular. 
Para concluir, acho a escolha do título uma escolha muito inteligente, pois trata do tema do Natal, que chama a atenção aos leitores.




 Sofia




Na minha opinião, o conto “Natal” de Miguel Torga é muito interessante, uma vez que aborda o Natal de maneira diferente. Ou seja: normalmente, nos livros que tratam este tema, a personagem principal passa o Natal com a família, mas neste caso não.


Neste conto, o velho Garrinchas passou parte do Natal sozinho, como refere o texto “E a verdade é que nem casa nem família o esperavam”, e esta situação sucede na realidade de muitas pessoas.


A parte que mais me cativou foi que o velho Garrinchas arranjou maneira de não passar o Natal sozinho, e achei muito criativo o facto de a companhia de Garrinchas ser Maria e Jesus.


Concluindo, recomendo esta obra pois é muito cativante, abordando o Natal de uma forma mágica!                          
                                                                                                                     Sara


O título do conto “Natal”, de Miguel Torga, remete para uma realidade que nem sempre se verifica, sendo, neste caso, uma realidade triste e cruel.


         Achei o início um pouco confuso, devido ao uso de expressões que desconhecia, tais como: “ouvidos de mercador à fadiga” e “enxergava”. Penso, no entanto, que a partir de uma certa parte, o autor começa a usar vocabulário mais popular ,do género: “olarila” e “Lá morrer de frio, isso vírgula!”. A história de Garrinchas relata, infelizmente, uma realidade cada vez mais frequente: é uma pessoa que não tem família nem casa e vive das esmolas que lhe são dadas.


         Em suma, não aconselho a leitura deste conto a quem não tenha muito vocabulário.
Mariana


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moda e literatura I

Andava eu à procura de uma lista de heróis/heroínas da literatura, para uma-coisa-que-eu-cá-sei, quando encontrei esta reportagem de moda, a que não resisti. A sério: não resisti. Assim, se  gostarem, como eu, de Por favor não matem a cotovia, podem vestir-se assim:



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste



(In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)
I
Versão 1: c, b, a, b, c, a
Versão 2: a, a, a, b, b, a 

II



1. As expressões do texto que provam que o narrador recorda acontecimentos anteriores à narração são “Quando aqui há uns meses (…)”, “Desde que entrei na nossa casa, vinda da maternidade (…)”, “Depois fui crescendo (…)”, “Nessa altura”ou “uma tarde”.


2. O narrador é participante, pois é a personagem principal que narra os acontecimentos na primeira pessoa (“minha mãe", “entrei”, etc.)


3. As personagens são a Mina, a sua mãe, a avó Nani e o Crispim, que é namorado da mãe de Mina.
4.1. O pronome refere-se a Nani e a Crispim.
4.2. Ao declarar que Mina acabava o 9.º ano e ia trabalhar, a mãe lembrou-lhes um “extraterrestre”, isto é, um ser de outro planeta que desconhece a realidade do mundo onde vive. Com efeito, e atendendo à forma como Nina educou a neta, era de esperar que tivesse expectativas mais elevadas (como se comprova na sua afirmação "Sempre pensei que ela fizesse o 12.º ano e depois fosse para Românicas.").
5. Por intermédio de Nani, a Mina contactou desde criança com árias de ópera, temas musicais, banda desenhada, os romances da condessa de Ségur e, mais tarde, romances de amor, quase todos franceses.
6. A coleção de Spirou e do Tintin, que já tinha pertencido à mãe de Mina, dava a impressão de nunca ter sido lida, pois “(…) os álbuns pareciam novos, nem sequer os cantos das páginas virados”.
7. De acordo com Crispim, não se devem virar os cantos das páginas dos livros, para não os danificar.
8. Uma vez que a mãe e o Crispim namoravam há pouco tempo, Mina ainda não o conhecia bem e, como tal, tinha algumas reservas em relação a ele.
9.1 Crispim sugere, como leitura alternativa, os Cinco.
9.2. Resposta livre.
III
  1. a. Brancura/branquíssimo b. esbranquiçar/embranquecer
    1. a. resgate b. denúncia
    2. derivação não afixal
  1. a. Eu (sujeito simples) b. Os médicos e os farmacêuticos (sujeito composto) c. sujeito nulo subentendido (os médicos e os farmacêuticos)
  2. a. predicativo do sujeito b. complemento oblíquo c. lhe = complemento indireto; a medicação = complemento direto
    1. a. Nani educou Mina. b. Romances de amor eram lidos pela jovem. c. O livro John, chauffeur russo terá sido folheado por Crispim com evidente desagrado.
    2. a. por Nani; b. pela jovem; c. por Crispim.
      IV
       



A revista e a personagem“Spirou” surgem em 1938.


Entre as duas Guerras Mundiais, o francês Robert Velter trabalha num transatlântico, onde conhece o desenhador e argumentista norte-americano Martin Branner, com quem trabalha nos Estados Unidos. Regressa a França em 1936, iniciando uma carreira na banda desenhada.


Em 1938, o editor belga Jean Dupuis convida-o a criar uma personagem para uma revista. Surge Spirou e as suas aventuras apelativas. Em 1940 Velter é aprisionado pelos alemães. Durante um ano, Jijé dará continuidade à obra. Velter ainda desenha Spirou entre 1941 e 1943, mas vende os direitos à Dupuis.
Jijé volta a ocupar-se da série até 1946, mas é substituído por André Franquin. Não sendo o criador de Spirou nem do seu esquilo Spip, é este quem a leva ao  apogeu.




Imagem:http://i-cms.linternaute.com/. Texto (com supressões): Carlos Pessoa, in http://static.publico.pt/coleccoes/spirou/paqueteNasceuHeroi.asp, acedido em 20/1/2015.