domingo, 15 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste




 (In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)

  1. O vagabundo instala-se numa mesa, “a meio” de uma esplanada situada numa avenida, em Lisboa.
  2. Os ocupantes da esplanada começam por mostrar “expressões desaprovadoras” quando veem que o vagabundo se senta na esplanada. Em seguida, a sua aparência e atitude provocam, num primeiro momento, indignação e, num segundo momento, ofensa. Finalmente, o facto de o homem pegar num jornal provoca-lhes uma “recalcada, hedionda raiva”.
  3. O vagabundo não adota as regras e convenções sociais. Satisfaz-se com o que tem, sorrindo “de bem-estar” e lendo um jornal apanhado do chão. Por outro lado, é educado, tratando o empregado com delicadeza, e tolerante, ao dizer “E diga à gerência que os deixe ficar. Por mim, não me importo.”
  4. A adjetivação põe em evidência que, apesar de a sua roupa ser velha e “cheia de remendos”, o homem tinha uma aparência digna.
  5. Enquanto o dístico proíbe a entrada de pessoas com mau aspeto exterior, o homem julga que a gerência se refere a pessoas que, como os restantes ocupantes da esplanada, adotam atitudes agressivas.

6. Resposta livre.


III


1. a. Palava derivada por prefixação
b. Derivação por parassíntese
2.1. a. consumo b. sustento
2.2. Derivação não afixal
3. a. Homens e mulheres - sujeito composto
b. O vagabundo - sujeito simples
c. Sujeito nulo subentendido: o vagabundo
4. a. complemento oblíquo
b. predicativo do sujeito
c. lhe = complemento indireto; a atenção = complemento direto
5.1. a. O rosto do vagabundo tinha sido curtido pelo sol.
b. O vagabundo leu o jornal.
c. A gerência terá sido avisada pelo empregado.


IV
Malala Yousafzai, prémio Nobel da paz 2014





Há um ano, no Paquistão, um homem aproximou-se de uma camioneta escolar e atingiu Malala Yousafzai na cabeça. Nesse dia, ela quase morreu. Tinha 15 anos e andava num liceu feminino de Khushal, Mingora, no Vale do Swat, onde, entre 2007 e 2009, os talibans lançavam o terror, em particular entre as mulheres e as raparigas.


Em 2009, Malala aparecera num documentário da BBC a defender o direito das raparigas a estudar, tornando-se um alvo a abater pelos talibans.

No último ano, Malala foi operada várias vezes no Paquistão e em Inglaterra, para onde se mudou com a família e onde estuda. Apesar da sua juventude, a ativista pela educação tenciona regressar ao seu país e fazer política.

Recentemente,   Malala pediu ao Presidente dos Estados Unidos  que eliminasse o terrorismo no Afeganistão investindo na educação, em detrimento da ajuda bélica.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Comentários críticos a "Natal", de Miguel Torga



O conto “Natal”, de Miguel Torga, é um texto que tem uma boa história de base, embora apresente uma escrita confusa.
Acho o mendigo Garrinchas um bom assunto, representando a bondade deste para com a santa (apesar de esta não ser real, mas apenas uma imagem).
Por outro lado, o constante uso de bordões, diminutivos e um estilo descontraído, fazem com que o texto se torne confuso e, principalmente no início, enfadonho. O conto torna-se aborrecido e aquela maravilhosa história de base perde a “magia” que a tornaria esplêndida.
Finalizando, recomendo a leitura desta história apenas às pessoas que gostam deste tipo de escrita, caso contrário acharão o mesmo que eu: uma história arruinada pelo registo de língua.
Laura



O conto “Natal”, escrito por Miguel Torga, contido no livro “Novos Contos da Montanha”, é um conto bastante desinteressante.
Não me desperta qualquer tipo de curiosidade. Posso justificá-lo dizendo que mais de metade do texto se refere a um homem a tentar subir uma montanha. Depois, tudo passa para um cenário religioso, que também não é o tema que mais aprecio. Para exemplificar: a personagem principal, Garrinchas, tenta oferecer parte da sua ceia de Natal a uma estátua que estava dentro de uma igreja.
Concluindo, recomendo este conto a leitores que gostem de perder o seu tempo a ler três páginas de texto sem significado ou qualquer sentido.

Frederico


Na minha opinião, a obra “Natal” de Miguel Torga é – embora um pouco confusa – bastante interessante.
Dado que trata de uma época do ano que aprecio, a obra cativou-me bastante. Contudo, não se trata de uma história típica de Natal em que a família se reúne, trata-se de uma história em que a personagem principal passa o Natal numa capela com Maria e Jesus. A semelhança com a realidade fez com que a história me interessasse, todavia tem um registo de língua um pouco complicado, como nos exemplos “ de estevas e giestas” e “Agora albergar o copo”.
Em suma, o conto é aconselhável, tendo em conta a idade do leitor, mas, devido ao registo de língua, nem toda a gente consegue perceber.
                                                                                                                                                 Maria João


    Na minha opinião, o conto "Natal", de Miguel Torga, é um conto com uma história um pouco triste, que tem como personagem principal Garrinchas, um velho mendigo.
    Este conto é um pouco triste porque, neste caso, e passo a citar:"(...) nem casa nem família(...)" esperavam Garrinchas. Acho o conto muito interessante, porque remata para uma realidade que, infelizmente, muitas pessoas acham que não existe, mas existe, e cada vez se nota mais, que é o facto de muita gente ser pobre e não ter sítio onde comer ou dormir. 
     Também acho que foi muito bem escrito, porque o escritor conseguiu acrescentar palavras ou frases, como por exemplo:"Olarila" e "lá morrer de frio isso vírgula" mais familiares que proporcionam animação sem tornar o conto demasiado popular. 
Para concluir, acho a escolha do título uma escolha muito inteligente, pois trata do tema do Natal, que chama a atenção aos leitores.




 Sofia




Na minha opinião, o conto “Natal” de Miguel Torga é muito interessante, uma vez que aborda o Natal de maneira diferente. Ou seja: normalmente, nos livros que tratam este tema, a personagem principal passa o Natal com a família, mas neste caso não.


Neste conto, o velho Garrinchas passou parte do Natal sozinho, como refere o texto “E a verdade é que nem casa nem família o esperavam”, e esta situação sucede na realidade de muitas pessoas.


A parte que mais me cativou foi que o velho Garrinchas arranjou maneira de não passar o Natal sozinho, e achei muito criativo o facto de a companhia de Garrinchas ser Maria e Jesus.


Concluindo, recomendo esta obra pois é muito cativante, abordando o Natal de uma forma mágica!                          
                                                                                                                     Sara


O título do conto “Natal”, de Miguel Torga, remete para uma realidade que nem sempre se verifica, sendo, neste caso, uma realidade triste e cruel.


         Achei o início um pouco confuso, devido ao uso de expressões que desconhecia, tais como: “ouvidos de mercador à fadiga” e “enxergava”. Penso, no entanto, que a partir de uma certa parte, o autor começa a usar vocabulário mais popular ,do género: “olarila” e “Lá morrer de frio, isso vírgula!”. A história de Garrinchas relata, infelizmente, uma realidade cada vez mais frequente: é uma pessoa que não tem família nem casa e vive das esmolas que lhe são dadas.


         Em suma, não aconselho a leitura deste conto a quem não tenha muito vocabulário.
Mariana


domingo, 8 de fevereiro de 2015

Moda e literatura I

Andava eu à procura de uma lista de heróis/heroínas da literatura, para uma-coisa-que-eu-cá-sei, quando encontrei esta reportagem de moda, a que não resisti. A sério: não resisti. Assim, se  gostarem, como eu, de Por favor não matem a cotovia, podem vestir-se assim:



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste



(In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)
I
Versão 1: c, b, a, b, c, a
Versão 2: a, a, a, b, b, a 

II



1. As expressões do texto que provam que o narrador recorda acontecimentos anteriores à narração são “Quando aqui há uns meses (…)”, “Desde que entrei na nossa casa, vinda da maternidade (…)”, “Depois fui crescendo (…)”, “Nessa altura”ou “uma tarde”.


2. O narrador é participante, pois é a personagem principal que narra os acontecimentos na primeira pessoa (“minha mãe", “entrei”, etc.)


3. As personagens são a Mina, a sua mãe, a avó Nani e o Crispim, que é namorado da mãe de Mina.
4.1. O pronome refere-se a Nani e a Crispim.
4.2. Ao declarar que Mina acabava o 9.º ano e ia trabalhar, a mãe lembrou-lhes um “extraterrestre”, isto é, um ser de outro planeta que desconhece a realidade do mundo onde vive. Com efeito, e atendendo à forma como Nina educou a neta, era de esperar que tivesse expectativas mais elevadas (como se comprova na sua afirmação "Sempre pensei que ela fizesse o 12.º ano e depois fosse para Românicas.").
5. Por intermédio de Nani, a Mina contactou desde criança com árias de ópera, temas musicais, banda desenhada, os romances da condessa de Ségur e, mais tarde, romances de amor, quase todos franceses.
6. A coleção de Spirou e do Tintin, que já tinha pertencido à mãe de Mina, dava a impressão de nunca ter sido lida, pois “(…) os álbuns pareciam novos, nem sequer os cantos das páginas virados”.
7. De acordo com Crispim, não se devem virar os cantos das páginas dos livros, para não os danificar.
8. Uma vez que a mãe e o Crispim namoravam há pouco tempo, Mina ainda não o conhecia bem e, como tal, tinha algumas reservas em relação a ele.
9.1 Crispim sugere, como leitura alternativa, os Cinco.
9.2. Resposta livre.
III
  1. a. Brancura/branquíssimo b. esbranquiçar/embranquecer
    1. a. resgate b. denúncia
    2. derivação não afixal
  1. a. Eu (sujeito simples) b. Os médicos e os farmacêuticos (sujeito composto) c. sujeito nulo subentendido (os médicos e os farmacêuticos)
  2. a. predicativo do sujeito b. complemento oblíquo c. lhe = complemento indireto; a medicação = complemento direto
    1. a. Nani educou Mina. b. Romances de amor eram lidos pela jovem. c. O livro John, chauffeur russo terá sido folheado por Crispim com evidente desagrado.
    2. a. por Nani; b. pela jovem; c. por Crispim.
      IV
       



A revista e a personagem“Spirou” surgem em 1938.


Entre as duas Guerras Mundiais, o francês Robert Velter trabalha num transatlântico, onde conhece o desenhador e argumentista norte-americano Martin Branner, com quem trabalha nos Estados Unidos. Regressa a França em 1936, iniciando uma carreira na banda desenhada.


Em 1938, o editor belga Jean Dupuis convida-o a criar uma personagem para uma revista. Surge Spirou e as suas aventuras apelativas. Em 1940 Velter é aprisionado pelos alemães. Durante um ano, Jijé dará continuidade à obra. Velter ainda desenha Spirou entre 1941 e 1943, mas vende os direitos à Dupuis.
Jijé volta a ocupar-se da série até 1946, mas é substituído por André Franquin. Não sendo o criador de Spirou nem do seu esquilo Spip, é este quem a leva ao  apogeu.




Imagem:http://i-cms.linternaute.com/. Texto (com supressões): Carlos Pessoa, in http://static.publico.pt/coleccoes/spirou/paqueteNasceuHeroi.asp, acedido em 20/1/2015.





terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"Haver", ainda e sempre


5412c97196057285a769fad2c6a6146c.jpg (294×171)

In http://www.mundoeducacao.com/, acedido em 3/2/2015


Nada como um bom momento de televisão para aprender o que a professora de Português repete incansavelmente. Cliquem aqui e poupem-na...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

3.º teste de avaliação

O grupo I será constituído por um exercício de compreensão do oral. O grupo II terá, como ponto de partida, uma narrativa de um autor português do século XX. Como sempre, podem surgir perguntas relacionadas com questões abordadas noutras ocasiões. Por exemplo, as categorias da narrativa, os registos de língua e os recursos expressivos.
Serão questionados acerca
  • dos padrões de formação de palavras complexas
  • dos tipos de sujeitos
  • da frase ativa/passiva
  • das funções sintáticas internas ao grupo verbal






... e farão um resumo.


Para melhor prepararem o teste, deverão fazer  exercícios do caderno de atividades da páginas abaixo indicadas:


pp. 13-17
p. 55-58
pp. 59-67


No fim, podem - e devem - consultar as soluções.
Bom trabalho!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

58 rugas na cara



Data-01/01/2060

Moledo, Portugal

Como é que vou começar... já nem consigo contar pelos dedos há quantos anos é que não escrevo em ti.... enfim! Aparentemente já passou mais um ano. Já fiz 58 rugas na cara, eu que dizia a brincar à minha mãe, com esta idade, que ela estava velha. Olha, queria eu estar tão bem conservada como ela quando tinha a minha idade.

A família reuniu-se na casa da minha irmã. Tal como o meu avô, ela queixa-se constantemente que já não tem idade para nos aturar a nós todos, mas a Teresa é a Teresa, diz coisas que nunca pensa, é apenas uma das manias dela, sempre assim foi, pelo menos que eu me lembre. Mas volto a citar: estou velha, a minha mente está completamente rebuscada, embora, pensando bem, sempre fui cabeça de vento, esquecida, fazia sempre tudo no último minuto, mas não me leves a mal, posso ser horrível com nomes, ainda pior com caras, nem sequer vou mencionar quão terrível sou com caras. Mas vozes: isso sim, disso não me esqueço, graças a Deus, senão estaria perdida.

Tudo mudou nestes últimos anos. Como tudo na vida, obviamente, pouco foi para melhor: a taxa de obesidade aumentou bruscamente. Imagina toda a gente a usar os novos aparelhos para tudo... mas eu continuo a ter um fraquinho por escrever (e desenhar) em papel, adoro aquele cheiro da folha, sabes? de livros acabados de comprar e folheados pela primeira vez, os bicos de lápis partidos (de que, se não me engano, já fiz coleção quando eu tinha uns cinco anos... eu era uma criança bem idiota). E o cheiro a queimado produzido pelas borrachas quando se apaga com as pressas! Isso sim, é provavelmente o que me faz continuar a escrever em folhas, e também o facto de não ter o autocorretor em cima de ti (que é bem irritante: eu quero escrever  raro, não rato!).

A sociedade está a ir por água abaixo, as pessoas já não têm aquele gosto de se ajudarem como se tinha antigamente, não se pode confiar nos vizinhos e estamos AINDA mais competitivos... e nem se fala do gosto que agora as pessoas têm de espezinhar o próximo.

Olha, estão a chamar-me para ver o fogo de artifício... vou ter de ir...

            Escrevo em ti mais tarde.
Inês