terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

"Haver", ainda e sempre


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In http://www.mundoeducacao.com/, acedido em 3/2/2015


Nada como um bom momento de televisão para aprender o que a professora de Português repete incansavelmente. Cliquem aqui e poupem-na...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

3.º teste de avaliação

O grupo I será constituído por um exercício de compreensão do oral. O grupo II terá, como ponto de partida, uma narrativa de um autor português do século XX. Como sempre, podem surgir perguntas relacionadas com questões abordadas noutras ocasiões. Por exemplo, as categorias da narrativa, os registos de língua e os recursos expressivos.
Serão questionados acerca
  • dos padrões de formação de palavras complexas
  • dos tipos de sujeitos
  • da frase ativa/passiva
  • das funções sintáticas internas ao grupo verbal






... e farão um resumo.


Para melhor prepararem o teste, deverão fazer  exercícios do caderno de atividades da páginas abaixo indicadas:


pp. 13-17
p. 55-58
pp. 59-67


No fim, podem - e devem - consultar as soluções.
Bom trabalho!




segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

58 rugas na cara



Data-01/01/2060

Moledo, Portugal

Como é que vou começar... já nem consigo contar pelos dedos há quantos anos é que não escrevo em ti.... enfim! Aparentemente já passou mais um ano. Já fiz 58 rugas na cara, eu que dizia a brincar à minha mãe, com esta idade, que ela estava velha. Olha, queria eu estar tão bem conservada como ela quando tinha a minha idade.

A família reuniu-se na casa da minha irmã. Tal como o meu avô, ela queixa-se constantemente que já não tem idade para nos aturar a nós todos, mas a Teresa é a Teresa, diz coisas que nunca pensa, é apenas uma das manias dela, sempre assim foi, pelo menos que eu me lembre. Mas volto a citar: estou velha, a minha mente está completamente rebuscada, embora, pensando bem, sempre fui cabeça de vento, esquecida, fazia sempre tudo no último minuto, mas não me leves a mal, posso ser horrível com nomes, ainda pior com caras, nem sequer vou mencionar quão terrível sou com caras. Mas vozes: isso sim, disso não me esqueço, graças a Deus, senão estaria perdida.

Tudo mudou nestes últimos anos. Como tudo na vida, obviamente, pouco foi para melhor: a taxa de obesidade aumentou bruscamente. Imagina toda a gente a usar os novos aparelhos para tudo... mas eu continuo a ter um fraquinho por escrever (e desenhar) em papel, adoro aquele cheiro da folha, sabes? de livros acabados de comprar e folheados pela primeira vez, os bicos de lápis partidos (de que, se não me engano, já fiz coleção quando eu tinha uns cinco anos... eu era uma criança bem idiota). E o cheiro a queimado produzido pelas borrachas quando se apaga com as pressas! Isso sim, é provavelmente o que me faz continuar a escrever em folhas, e também o facto de não ter o autocorretor em cima de ti (que é bem irritante: eu quero escrever  raro, não rato!).

A sociedade está a ir por água abaixo, as pessoas já não têm aquele gosto de se ajudarem como se tinha antigamente, não se pode confiar nos vizinhos e estamos AINDA mais competitivos... e nem se fala do gosto que agora as pessoas têm de espezinhar o próximo.

Olha, estão a chamar-me para ver o fogo de artifício... vou ter de ir...

            Escrevo em ti mais tarde.
Inês

Resumos 1, 2, 3



Vantagens de praticar desporto

A prática de atividades desportivas acarreta, todos sabem, vantagens de vária ordem. O que muitos não sabem é que também pode ajudar terceiros. Veja-se então o exemplo seguinte: Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar e, numa janela, rodeada de chamas e fumo, apertando contra o peito o filho de apenas um mês de idade. Chegam os bombeiros, a situação é crítica, e não há tempo para grandes planos. A mulher, desesperada, lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um homem. O herói desta história é um bombeiro de 39 anos, Félix Vasques, que é praticante amador de basebol. Valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

118 palavras

Opção 1

Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar. Rodeada de chamas e fumo, uma mulher lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um bombeiro de 39 anos, que era praticante de basebol. Félix Vasquez valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

52 palavras
 
Opção 2
O desporto acarreta vantagens. Veja-se o exemplo: Nova Iorque, um incêndio num prédio. Uma mulher desesperada lançou o bebé de um mês para a rua, onde foi recolhido por Félix Vasquez, um bombeiro e praticante de basebol que apanhou a criança, salvando-lhe a vida.


44 palavras

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Distinção entre o modificador do grupo verbal e modificador do grupo frásico

De forma algo genérica, podemos dizer que a distinção essencial entre modificador verbal e modificador frásico reside no facto de o primeiro fazer parte do predicado e de o segundo ficar excluído dele. Por exemplo:
«Provavelmente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
No enunciado que aqui proponho, verificamos que o constituinte «ontem» integra o grupo verbal, e «provavelmente», não. Assim, «ontem» deverá ser classificado como modificador verbal, e «provavelmente» como modificador frásico.
A forma mais clara de ensinar a distinguir as duas subclasses de modificador aqui em análise talvez seja recorrer, na linha do já proposto por Carlos Rocha, nesta resposta, a testes de interrogação e de negação. Por princípio, os modificadores frásicos não podem ser negados nem interrogados, ao passo que os modificadores verbais podem (o asterisco indica agramaticalidade do enunciado):
Interrogação:
* «Foi provavelmente que ontem deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
«Foi ontem que provavelmente deixei as chaves do carro em casa da minha mãe?»
Negação:
«Provavelmente, não ontem, mas hoje, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
*«Não provavelmente, mas seriamente, ontem, deixei as chaves do carro em casa da minha mãe.»
(cf. Mateus e outros, Gramática da Língua Portuguesa, p.431 e 686).

(Pedro Mateus, In http://www.ciberduvidas.com/, acedido em 13/1/2015)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar


Hoje era um dia diferente, estava ansioso por acordar, mal consegui dormir, mas havia chegado a hora. Vesti-me, tomei banho, tomei o pequeno-almoço, peguei na mala e deixei a minha bela casa. Eram mais ou menos 7:40 (hora de Nova Iorque) quando cheguei ao aeroporto de Manhattan. Vim de táxi. Entrei no aeroporto, despachei a mala e fui para o local de partida. Esperei aí uns vinte minutos, quando aquela voz feminina chamou os passageiros pela última vez. Mostrei os documentos e meti-me no avião. Só me lembro de me sentar confortavelmente no meu lugar, que era o sessenta e tal, e de olhar para o ecrã e estava a dar aquele vídeozinho de segurança. Depois disso adormeci. Acordei com o piloto a anunciar a hora de chegada e esse tipo de informações. Apesar de já estar habituado, nunca gostei muito de andar de avião.

Saí no Porto e fui de táxi até Braga. Mal reconhecia as autoestradas. Já não havia aquela bomba de gasolina, aquele muro com graffiti, e sempre que eu olhava para o lado via prédios e edifícios, onde outrora viviam árvores e arbustos. O “Continente” já não era o “Continente", agora havia lá um grande pavilhão, de cuja utilização nem desconfio. As ruas e estradas eram parecidas, porém as saídas eram outras e todas iam dar a lugares novos de que não me recordava. Havia mais pontes e túneis. A cada minuto, passávamos por uma ou duas pontes e túneis. À medida que me ia aproximando do centro da cidade, o tamanho dos prédios ia aumentando. Todas as velhas casas que havia deram lugar ou a escolas, ou àqueles pavilhões que não sabia o que eram. O chafariz tinha sido tapado e já não atirava água às pessoas.

O táxi deixou-me mesmo ali, à beira da Sé, que, com buracos nas paredes, ainda ia resistindo. Tentei ir a pé para a minha antiga casa, mas acabei por me perder, pois já não reconhecia as ruas e avenidas. Consultei o meu “tablet”, fui àquela aplicação própria da cidade de Braga, que dizia as ruas e dava várias informações sobre a cidade, e pesquisei: “Rua Engenheiro Justino Amorim”. Aquilo abriu um mapa que continha as indicações e fui lá ter. Fiquei imensamente feliz ao ver o parque onde brinquei toda a minha infância. Estava quase igual, só que com mais cavalinhos, baloiços e escorregas. Olhei para o outro lado e vi um prédio alto e branco. Provavelmente seria aí o meu prédio antigo. Não liguei muito e fui para o parque e sentei-me num dos baloiços. Já eram quase oito horas da noite, e eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar: “Eu quero morrer aqui”.

Tomás

domingo, 11 de janeiro de 2015

Guardar cada memória, cada pensamento

 4 de abril de 2060
Querido diário,
Hoje faço 59 anos. A maioria das pessoas acha que sou velha demais para escrever num diário. Eu acho o contrário: é uma maneira de guardar cada memória de cada pensamento das nossas vidas.
Faz também 36 anos que me mudei para *****, a minha terra natal. Quando vim para cá, já não me lembrava de quase nada, apenas da casa onde morei. Ainda hoje, quando passo por lá, dá-me uma certa mágoa ver aquela casa a cair de velha. Faz-me lembrar a minha infância. Apesar de não saber escrever naquela altura, ainda me lembro de muitos momentos. É uma das poucas coisas de que me lembro sem estar escrito num dos diários antigos que tenho guardados desde pequena.
Agora é tudo tão diferente… casei-me, tenho três filhos; duas raparigas e um rapaz. São o meu orgulho…Daqui a alguns anos vou para a reforma. E espero chegar a tempo de poder tomar conta dos meus netos que, em princípio, irão nascer em breve. Pelo que sei, são gémeos. Ainda não se sabe se são rapariga ou rapaz.
Neste momento não posso pensar no passado, mas sim no futuro e no presente, o qual tenho que aproveitar ao máximo, porque ainda tenho muito para viver.