domingo, 11 de janeiro de 2015

2060: o prazer da condução


Braga, Portugal, 26 de fevereiro de 2060
Quarta-feira
 
       Querido diário:
      
       Hoje é o dia dos meus anos. Odeio este dia! Antigamente, em 2014, os dias de anos eram divertidos e reunia-se a família toda. Agora é tudo por «voice mail», já não há o divertimento que havia antes. Agora, até os filhos são diferentes: já não vão à escola e não lidam com outras crianças, pois só têm que clicar num botão e ficam a saber tudo. Já não há alegria nas crianças.
       Hoje de manhã levantei-me, fui dar beijinhos aos meus filhos e um à minha mulher, tomei o pequeno-almoço e fui trabalhar. Ironicamente, no trabalho é onde eu me divirto mais, pois estou com colegas e amigos.
       Mas os dias, aqui em 2060 até são agradáveis, pois adoro conduzir o meu carro voador até ao trabalho ou quando vou dar uma volta com a minha família. Adiante: quando acabei de trabalhar, por volta das 18:00, vim para casa, comemos o bolo de anos, recebi as prendas, falei com a minha mãe e irmãs e depois ficamos todos a ver um filme (as televisões de agora não têm nada a ver com as de 2014).
       Viver em 2060 é bom, pois esta tecnologia toda é boa, mas ainda assim continuo a preferir 2014...
 
Ricardo

Braga: antevisão do futuro


Meu diário,

Voltei hoje, dia 24 de novembro de 2060, à cidade onde passei a minha infância, Braga. Está tudo diferente do que me lembrava de 2014.

Voltei à minha casa. Só se via musgo e ervas a taparem a entrada, notava-se bem as diferenças entre esta e a dos vizinhos: na minha, tudo velho e sujo, portões e paredes. Na dos vizinhos, parecia que acabara a imaginação, a mesma fachada em todas as casas rua abaixo, tudo limpinho e materiais novos. Confesso que fiquei desiludido. A minha casa nova em nada se comparava com esta. Tudo o que para mim era inovador na altura, era agora velho e feio. Fui também ao meu antigo prédio, que tinha sido remodelado. Fiquei surpreendido por lhe terem aumentado 20 andares, pois no tempo em que eu lá morava só tinha cinco, e agora estava com 25 andares.A cidade nem parecia a mesma. Todos os prédios tinham no mínimo 20 pisos, algo que nem era o máximo em 2014.
O trânsito é agora uma confusão: viadutos e via rápidas em tudo quanto é sítio, só filas e filas de carros nas horas de ponta. Quase sem espaços verdes na zona urbana, a população tem de se mover para as áreas periféricas para respirar ar puro, algo que não acontecia antigamente, pois não havia falta de espaços verdes. Consequentemente, todos os parques, como a rodovia e o campo de jogos, ficaram reduzidos a pavilhões fechados, o que me transtornou imenso. Todavia, há mais pessoas a viver em Braga e a cidade está muito bem desenvolvida, com tecnologia de ponta e com boas infraestruturas. Prova disso, uma nova autoestrada que liga a cidade ao seu novo aeroporto, que foi inaugurado em 2050.      

Contudo, acho que fiquei decepcionado com o regresso a Braga, pois esperava um melhor equilíbrio em espaços verdes no centro da cidade, prejudicando a saúde dos seus habitantes. Concluindo, Braga podia ter uma melhor organização política para evoluir ainda mais.

Bernardo

Sempre igual, sempre diferente


15 de agosto de 214

 Querida Sky

 Estes dias que tenho passado em Viseu com uns amigos dos meus pais têm sido incríveis. Eles são um casal, Sandra e Paulo, e têm um filho da minha idade que se chama João Miguel. Hoje acordámos às 11:45. Nós (eu, o João Miguel e os meus irmãos) dormimos todos no mesmo quarto. Quando nos arranjámos, fomos almoçar com os nossos pais. Passei a tarde a vê-los a jogar computador até às 16:00 e depois fui para o jardim, que tem uma mesa e bancos de mármore onde estavam os nossos pais a conversar.

 À noite, por volta das 19:00, fomos à feira. Vimos cá todos os anos, mas é sempre diferente. Na entrada havia um enorme "placard" luminoso que dizia: Feira de São Mateus, mas o que achámos engraçado foi o painel interativo que havia na entrada e pusemo-nos a tirar fotos. Quando entrámos fomos direitos a um pavilhão enorme e estivemos por lá uma hora. O meu pai pôs-se a falar com uns homens que lá encontrou. Depois andámos numas diversões que lá havia, como as montanhas russas, mas eu gostei mais do cinema em 6D. No final comemos cachorros quentes e os nossos pais beberam ginja e copos de chocolate. Eu provei e adorei! Quando viemos embora, a Sandra contou-me uma história de quando ela se embebedou na festa de finalistas do curso dela. Agora em casa, despeço-me porque estou com sono.

 Adeus,

Ana

Um dia inquietante


Braga, 17 de maio de 2013
Querido amigo,


Hoje de manhã, estava em casa a ver um programa de televisão, que até estava a ser divertido e de que eu estava a gostar, só que, de repente, senti uma grande dor de cabeça. No início, continuei calmamente a ver televisão, mas a dor não parava e era cada vez mais forte. Achei que talvez fosse melhor falar com os meus pais. Eles acharam melhor ir ao hospital para ver de que se tratava.
Depois de duas horas à espera, fomos atendidos. O médico mediu-me a tensão arterial e o batimento cardíaco e disse-nos que estava tudo bem e que não percebia a que se devia aquela dor forte. Deu-me um comprimido e, passado meia hora, fiquei bem. Agora estou em casa a contar-te o que aconteceu! Hoje foi um dia que não quero voltar a repetir porque, apesar de agora estar tudo bem, passei momentos de grande sofrimento e preocupação.
Agora já é tarde e eu tenho que ir dormir.
Boa noite!


Filipa

Um dia trepidante


24 de novembro de 2014, em casa

Querido diário,

Hoje foi um dia importante na escola, pois tive teste de Português e audição de piano. Mas não só. Comecei com natação. Avaliação! Não estava muito confiante, pois nadar de manhã com água fria não é “a minha praia”. Mas tudo correu bem, lá na piscina. Já na escola, tive teste de Português. Não é que não tivesse estudado, mas depois de ver que tinha de planificar o texto, pensei “Agora é que vão ser elas…” Juntando isso a uma confusão aqui e ali e lá se ia uma boa nota… mas, mais uma vez, consegui ultrapassar o “problema” sem complicações. Não interessa o que almocei (comida de cantina). A minha tarde foi, digamos, sossegada. Muito tempo livre, que aproveitei para estudar para a audição. Agora que penso nisso, não foi assim tanto tempo a estudar, foi… algum. Depois da aula de coro (que acabou uma hora e meia antes da audição) apareceu a minha professora de piano a dizer para nos irmos preparra para a audição. Quando esta começou, depois de tanto estudo, ainda me podia esquecer de alguma parte. Mas toquei bem, e os meus pais gostaram.

Resumindo, foi um dia que me surpreendeu pela positiva.

João Paulo

sábado, 10 de janeiro de 2015

Um mesmo olhar sobre as coisas

Hoje, como não aconteceu nada de interessante, decidi comparar o mundo de 2014 e o de 2060.
Em 2014, eu tinha 12 anos. Gostava muito dos gadgets da altura, como os tablets, as PlayStation, a televisão.
Mas agora já não dou muita importância a isso. Importo-me mais com a minha carreira de trombonista e com a minha família. Também pode ter a ver com o facto de agora não precisar destes aparelhos todos. Agora só uso os meus óculos X100, que têm toda a tecnologia de que preciso.
Agora já há muito pouca poluição, ao contrário do que acontecia em 2014, quando usávamos combustíveis para andar nos automóveis. Atualmente usamos a água poluída para os fazer andar. Depois de a usarmos, ela evapora-se e continua o seu ciclo hidráulico. Por isso não a gastamos. Quanto à camada de ozono, já foi reequilibrada para o seu ponto ideal. Reequilibrámo-la de 10 em 10 anos. Agora só em 2070. O cinema, em 2014, era pouco avançado. Tínhamos de nos deslocar lá para ver um filme que tinha saído há pouco tempo e só passado um mês é que o podíamos ver na televisão.
Agora toda a gente tem o seu cinema em casa, com os filmes mais recentes e atualizados.
Usamos o teletransporte para darmos a volta ao mundo num segundo. Antes tínhamos de fazer várias viagens, com preços altíssimos.
Bem, o mundo de hoje não é o que era. Mudou. E apesar de ter 59 anos, tenho o mesmo olhar sobre as coisas. E daqui em diante não vai ser igual. ''Cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida nas mãos de um criança''.

José João

Um teste, uma aflição

25-11-2014
               
Olá, diário,
Hoje de manhã tive, na sala FG4, um teste durante a aula de Português e vou contar-te como aconteceu:
Estava a dormir descansado, quando os meus pais decidiram acordar-me. Ia a tomar o pequeno-almoço cheio de sono e lembrei-me de que tinha teste de português. Preparei-me e fui a correr para a escola. Como não tinha folhas de teste, tentei ir comprar, mas a reprografia estava fechada. Nada a fazer.
Cheguei à sala. Quando a professora entregou o teste, fui ao fim e li que tínhamos de escrever um diário. Fiquei desiludido, pois tinha-me esquecido de ir ver os objetivos e nunca tinha escrito um diário na minha vida.
Comecei a fazer o teste e, logo na segunda pergunta, já não sabia o que fazer. Perguntei à professora mas, como sempre, não me disse nada. Continuei o teste, fiz tudo e cheguei ao grupo do texto. Quando iniciei a planificação, não sabia o que fazer. Então pus-me a pensar e resolvi fazer um diário sobre o dia de hoje. Finalmente acabei o teste. Que alívio!
Acho que o teste me correu bem.
Até à próxima… adeus, diário