sábado, 10 de janeiro de 2015

Um mesmo olhar sobre as coisas

Hoje, como não aconteceu nada de interessante, decidi comparar o mundo de 2014 e o de 2060.
Em 2014, eu tinha 12 anos. Gostava muito dos gadgets da altura, como os tablets, as PlayStation, a televisão.
Mas agora já não dou muita importância a isso. Importo-me mais com a minha carreira de trombonista e com a minha família. Também pode ter a ver com o facto de agora não precisar destes aparelhos todos. Agora só uso os meus óculos X100, que têm toda a tecnologia de que preciso.
Agora já há muito pouca poluição, ao contrário do que acontecia em 2014, quando usávamos combustíveis para andar nos automóveis. Atualmente usamos a água poluída para os fazer andar. Depois de a usarmos, ela evapora-se e continua o seu ciclo hidráulico. Por isso não a gastamos. Quanto à camada de ozono, já foi reequilibrada para o seu ponto ideal. Reequilibrámo-la de 10 em 10 anos. Agora só em 2070. O cinema, em 2014, era pouco avançado. Tínhamos de nos deslocar lá para ver um filme que tinha saído há pouco tempo e só passado um mês é que o podíamos ver na televisão.
Agora toda a gente tem o seu cinema em casa, com os filmes mais recentes e atualizados.
Usamos o teletransporte para darmos a volta ao mundo num segundo. Antes tínhamos de fazer várias viagens, com preços altíssimos.
Bem, o mundo de hoje não é o que era. Mudou. E apesar de ter 59 anos, tenho o mesmo olhar sobre as coisas. E daqui em diante não vai ser igual. ''Cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida nas mãos de um criança''.

José João

Um teste, uma aflição

25-11-2014
               
Olá, diário,
Hoje de manhã tive, na sala FG4, um teste durante a aula de Português e vou contar-te como aconteceu:
Estava a dormir descansado, quando os meus pais decidiram acordar-me. Ia a tomar o pequeno-almoço cheio de sono e lembrei-me de que tinha teste de português. Preparei-me e fui a correr para a escola. Como não tinha folhas de teste, tentei ir comprar, mas a reprografia estava fechada. Nada a fazer.
Cheguei à sala. Quando a professora entregou o teste, fui ao fim e li que tínhamos de escrever um diário. Fiquei desiludido, pois tinha-me esquecido de ir ver os objetivos e nunca tinha escrito um diário na minha vida.
Comecei a fazer o teste e, logo na segunda pergunta, já não sabia o que fazer. Perguntei à professora mas, como sempre, não me disse nada. Continuei o teste, fiz tudo e cheguei ao grupo do texto. Quando iniciei a planificação, não sabia o que fazer. Então pus-me a pensar e resolvi fazer um diário sobre o dia de hoje. Finalmente acabei o teste. Que alívio!
Acho que o teste me correu bem.
Até à próxima… adeus, diário

Radeck Baboráck, o melhor trompista do mundo


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In http://www.olivieri-munroe.com/, acedido em 10/1/2014
Hoje, foi o dia mais surpreendente da minha vida.

       Quando cheguei a casa, depois de um dia muito cansativo, cheio de aulas, a minha mãe perguntou-me como tinha sido o meu dia na escola. (Tinha de lhe dizer que tinha sido o dia mais surpreendente da minha vida), então disse-lhe:

    - Mãe, hoje foi um dia fantástico para mim. Depois ela disse-me:

    -Então porquê? O que é que aconteceu? Eu disse-lhe:

    - Hoje o melhor trompista do mundo veio lá à escola.

 De seguida ela perguntou-me como é que ele se chamava (eu pensei para mim: - Se eu lhe disser o nome, ela vai fazer uma cara esquisita, quase de certeza) e, passados uns minutos, ela disse-me:

   - Diz lá qual é o nome. - E eu disse-lhe:

   - Ele chama-se Radeck Baboráck. - A minha mãe, como eu disse há bocado, fez a cara mais estranha que eu já vi – até me assustei.

Depois de muitos minutos de conversa, acabámos a conversa com ela a dizer-me:

   - Filho, o teu dia foi mesmo um dia de sorte. Eu também tive um dia surpreendente como o teu, mas agora não posso contá-lo. Agora vai lavar as mãos para ires para a mesa.

   Este dia foi mesmo impressionante, amanhã escrevo mais, agora tenho de dormir.

Nostalgia do Natal de 2014

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In http://rlv.zcache.com.br/, acedido em 10/1/2014
Bom dia,

Hoje estou com mais vontade de escrever, hoje é o dia mais especial do ano. Sempre adorei este dia, mas infelizmente cada vez estou gostando menos, está tudo tão diferente...
Hoje é dia de Natal. Quando era  pequena, em 2014, todas as pessoas do país, Portugal inteiro estava em festa. As pessoas andavam agitadas, a comprar os presentes, a decorar as casas, a fazer tudo e mais alguma coisa!
Hoje em dia não, as pessoas só querem estar em casa, as gerações mais novas a jogar nos seus novos telemóveis, os adultos a trabalhar, a ver televisão... Agora, um dia que era tão especial para mim, torna-se um dia normal.
Lembro-me daqueles Natais alegres, com as mesas recheadas, a casa enfeitada, famílias reunidas. Não queríamos saber das prendas, que eram um pouco desvalorizadas, Agora as crianças só querem prendas, nem sabem o verdadeiro sentido do Natal. É triste, muito triste mesmo.
Os interesses mudaram, os costumes também. Temos só de aceitar. Que eu conheça, só pensam como eu dez ou vinte pessoas. Esta nova geração também tem muitas coisas boas, imensas: a ciência evoluiu muito, a medicina...
São tempos diferentes. Em 2014 as pessoas ligavam mais às tradições.
Hoje em dia preferem outras coisas como novas tecnologias e assim. Bem. vou despedir-me. querido diário.
                                                                                        Até amanhã!
                                                                                        24/12/2060

Esmeralda

Um dia inesquecível


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(In http://www.logoboavida.goodlife.pt/, acedido em 10/1/2014)
20 de agosto, casa de férias

Querido diário,

Ontem levantei-me bastante cedo, visto que estamos em tempo de férias, mas foi por uma boa razão, a esperada ida ao Aquashow.
            Os meus pais levantaram-se mais cedo ainda para começarem a preparar a merenda. Passado pouco tempo, acordámos, eu e o meu primo. Tentámos despacharmo-nos o mais rápido possível para podermos aproveitar bem o dia.
            Saímos de casa, razoavelmente cedo. Todavia havia muito trânsito à chegada ao Aquashow. O pior foi estacionar, mas depois disso foi muito rápido, pois havia vários funcionários a receber bilhetes à entrada.
            Finalmente entrámos, procurámos um lugar, pousámos as toalhas e eu e o meu primo fomos apressadamente andar no escorrega que eu mais queria, a cobra. Como ainda era relativamente cedo, havia pouca fila. Foi só aguardar a nossa bóia dupla. Logo que a recebemos, subimos rapidamente os vários degraus até que chegámos ao topo. Pusemo-nos a postos e começámos a descer. Adorei a sensação de adrenalina, era um enorme tubo preto às escuras e curvo. Apesar de ter começado a gritar, quis repetir. Após termos andado em várias diversões, fomos almoçar umas sanduíches para ser rápido e leve. Ouvimos num altifalante a anunciar um espetáculo de araras. Adorámos a ideia e fomos ver.
            Foi um dia espetacular. Adorei, embora tivesse sido cansativo.

                       

                                                                                  Mariana

59 anos e ainda no Facebook...


02-07-2060

Hoje estou num banco de jardim a relembrar como é que as coisas eram no meu tempo, pois agora, em 2060, já é tudo muito diferente!

Agora já há a moda de toda a roupa ter um “chip” de identificação microscópico. O lado bom disso é que ninguém se perde! Os meios de transporte também estão modificados. Agora já não há ninguém a conduzir os autocarros, táxis, e nem mesmo o seu próprio carro, pois juntaram “chips” ao alcatrão e os carros seguem-no. Muito simples.

     A comida melhorou, e muito! Já se come comida que brilha no escuro e que flutua, não sei como, mas flutua! Usam-se uns óculos cujas lentes permitem ir à Internet, muito boas… agora que uso óculos, dá-me muito jeito para ir ao Facebook! (sim, mesmo com 59 anos ainda vou ao Facebook, não tenho culpa de ser muito social!).

     Mas a mudança de que eu gostei menos foi a mudança da linguagem. Agora é muito mais complicado falar com as pessoas. Acrescentarem algumas palavras, mas, como eu tenho 59 anos, já não tenho paciência para aturar “canalha” e as suas novas linguagens!

     Conclusão: agora sou uma mulher mais velha, com um marido e dois filhos (Xavier e Amanda), mais modificada e requintada, mas continuo a ter saudades do meu tempo, o tempo em que andava cheia de amigas à minha volta e tinha os meus pais a cuidar de mim. Bem, nunca irei esquecer o meu tempo de menina.

   Beijos, Rosana.

Uma família ao serviço do FC Bayern München


fcbayern_social.png (200×200)
In http://www.fcbayern.de/, acedido em 10/1/2014
7 de junho de 2070                                                                                                            Braga, Portugal

Querido Diário:

  Olá, meu velho amigo, já sentia a tua falta. Tu, antigamente, ajudavas-me a desabafar quando eu estava em baixo... agora, também desabafo com o meu robô de estimação.
  Nem sabes como é que isto está!!! Eu estou reformado, mas estou na Alemanha com os meus filhos e a minha mulher. Vim visitar os meus pais e o resto da família. O meu filho mais velho tem 40 anos e seguiu as minhas pegadas como jogador profissional no “FC Bayern München” (é um grande jogador) e a minha filha tem 34 e é empresária no “FC Bayern München”.
  E não é só isto, os carros voam, há robôs por todo o lado, etc. E o futebol, o meu desporto favorito, está melhor do que nunca. Os guarda redes têm luvas de aço, os fatos também são de aço e as chuteiras também, os jogadores também têm o mesmo, mas não têm luvas. Então o jogo fica muito mais emocionante, porque a bola vai com o dobro da velocidade… ah,  quase me esquecia de te dizer que o campo é maior, as balizas mais pequenas e existe um protetor para a bancada.
  Pronto, é isto que eu te tinha para dizer.

ASS: Zé Beto