Hoje, como não aconteceu nada de
interessante, decidi comparar o mundo de 2014 e o de 2060.
Em 2014, eu tinha 12 anos. Gostava
muito dos gadgets da altura, como os tablets, as PlayStation, a televisão.
Mas agora já não dou muita importância
a isso. Importo-me mais com a minha carreira de trombonista e com a minha família.
Também pode ter a ver com o facto de agora não precisar destes aparelhos todos.
Agora só uso os meus óculos X100, que têm toda a tecnologia de que preciso.
Agora já há muito pouca poluição, ao
contrário do que acontecia em 2014, quando usávamos combustíveis para andar nos
automóveis. Atualmente usamos a água poluída para os fazer andar. Depois de a
usarmos, ela evapora-se e continua o seu ciclo hidráulico. Por isso não a
gastamos. Quanto à camada de ozono, já foi reequilibrada para o seu ponto ideal.
Reequilibrámo-la de 10 em 10 anos. Agora só em 2070. O cinema, em 2014, era
pouco avançado. Tínhamos de nos deslocar lá para ver um filme que tinha saído
há pouco tempo e só passado um mês é que o podíamos ver na televisão.
Agora toda a gente tem o seu cinema em
casa, com os filmes mais recentes e atualizados.
Usamos o teletransporte para darmos a
volta ao mundo num segundo. Antes tínhamos de fazer várias viagens, com preços
altíssimos.
Bem, o mundo de hoje não é o que era.
Mudou. E apesar de ter 59 anos, tenho o mesmo olhar sobre as coisas. E daqui em
diante não vai ser igual. ''Cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança,
como bola colorida nas mãos de um criança''.
José João



