sábado, 10 de janeiro de 2015

Nostalgia do Natal de 2014

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In http://rlv.zcache.com.br/, acedido em 10/1/2014
Bom dia,

Hoje estou com mais vontade de escrever, hoje é o dia mais especial do ano. Sempre adorei este dia, mas infelizmente cada vez estou gostando menos, está tudo tão diferente...
Hoje é dia de Natal. Quando era  pequena, em 2014, todas as pessoas do país, Portugal inteiro estava em festa. As pessoas andavam agitadas, a comprar os presentes, a decorar as casas, a fazer tudo e mais alguma coisa!
Hoje em dia não, as pessoas só querem estar em casa, as gerações mais novas a jogar nos seus novos telemóveis, os adultos a trabalhar, a ver televisão... Agora, um dia que era tão especial para mim, torna-se um dia normal.
Lembro-me daqueles Natais alegres, com as mesas recheadas, a casa enfeitada, famílias reunidas. Não queríamos saber das prendas, que eram um pouco desvalorizadas, Agora as crianças só querem prendas, nem sabem o verdadeiro sentido do Natal. É triste, muito triste mesmo.
Os interesses mudaram, os costumes também. Temos só de aceitar. Que eu conheça, só pensam como eu dez ou vinte pessoas. Esta nova geração também tem muitas coisas boas, imensas: a ciência evoluiu muito, a medicina...
São tempos diferentes. Em 2014 as pessoas ligavam mais às tradições.
Hoje em dia preferem outras coisas como novas tecnologias e assim. Bem. vou despedir-me. querido diário.
                                                                                        Até amanhã!
                                                                                        24/12/2060

Esmeralda

Um dia inesquecível


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(In http://www.logoboavida.goodlife.pt/, acedido em 10/1/2014)
20 de agosto, casa de férias

Querido diário,

Ontem levantei-me bastante cedo, visto que estamos em tempo de férias, mas foi por uma boa razão, a esperada ida ao Aquashow.
            Os meus pais levantaram-se mais cedo ainda para começarem a preparar a merenda. Passado pouco tempo, acordámos, eu e o meu primo. Tentámos despacharmo-nos o mais rápido possível para podermos aproveitar bem o dia.
            Saímos de casa, razoavelmente cedo. Todavia havia muito trânsito à chegada ao Aquashow. O pior foi estacionar, mas depois disso foi muito rápido, pois havia vários funcionários a receber bilhetes à entrada.
            Finalmente entrámos, procurámos um lugar, pousámos as toalhas e eu e o meu primo fomos apressadamente andar no escorrega que eu mais queria, a cobra. Como ainda era relativamente cedo, havia pouca fila. Foi só aguardar a nossa bóia dupla. Logo que a recebemos, subimos rapidamente os vários degraus até que chegámos ao topo. Pusemo-nos a postos e começámos a descer. Adorei a sensação de adrenalina, era um enorme tubo preto às escuras e curvo. Apesar de ter começado a gritar, quis repetir. Após termos andado em várias diversões, fomos almoçar umas sanduíches para ser rápido e leve. Ouvimos num altifalante a anunciar um espetáculo de araras. Adorámos a ideia e fomos ver.
            Foi um dia espetacular. Adorei, embora tivesse sido cansativo.

                       

                                                                                  Mariana

59 anos e ainda no Facebook...


02-07-2060

Hoje estou num banco de jardim a relembrar como é que as coisas eram no meu tempo, pois agora, em 2060, já é tudo muito diferente!

Agora já há a moda de toda a roupa ter um “chip” de identificação microscópico. O lado bom disso é que ninguém se perde! Os meios de transporte também estão modificados. Agora já não há ninguém a conduzir os autocarros, táxis, e nem mesmo o seu próprio carro, pois juntaram “chips” ao alcatrão e os carros seguem-no. Muito simples.

     A comida melhorou, e muito! Já se come comida que brilha no escuro e que flutua, não sei como, mas flutua! Usam-se uns óculos cujas lentes permitem ir à Internet, muito boas… agora que uso óculos, dá-me muito jeito para ir ao Facebook! (sim, mesmo com 59 anos ainda vou ao Facebook, não tenho culpa de ser muito social!).

     Mas a mudança de que eu gostei menos foi a mudança da linguagem. Agora é muito mais complicado falar com as pessoas. Acrescentarem algumas palavras, mas, como eu tenho 59 anos, já não tenho paciência para aturar “canalha” e as suas novas linguagens!

     Conclusão: agora sou uma mulher mais velha, com um marido e dois filhos (Xavier e Amanda), mais modificada e requintada, mas continuo a ter saudades do meu tempo, o tempo em que andava cheia de amigas à minha volta e tinha os meus pais a cuidar de mim. Bem, nunca irei esquecer o meu tempo de menina.

   Beijos, Rosana.

Uma família ao serviço do FC Bayern München


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In http://www.fcbayern.de/, acedido em 10/1/2014
7 de junho de 2070                                                                                                            Braga, Portugal

Querido Diário:

  Olá, meu velho amigo, já sentia a tua falta. Tu, antigamente, ajudavas-me a desabafar quando eu estava em baixo... agora, também desabafo com o meu robô de estimação.
  Nem sabes como é que isto está!!! Eu estou reformado, mas estou na Alemanha com os meus filhos e a minha mulher. Vim visitar os meus pais e o resto da família. O meu filho mais velho tem 40 anos e seguiu as minhas pegadas como jogador profissional no “FC Bayern München” (é um grande jogador) e a minha filha tem 34 e é empresária no “FC Bayern München”.
  E não é só isto, os carros voam, há robôs por todo o lado, etc. E o futebol, o meu desporto favorito, está melhor do que nunca. Os guarda redes têm luvas de aço, os fatos também são de aço e as chuteiras também, os jogadores também têm o mesmo, mas não têm luvas. Então o jogo fica muito mais emocionante, porque a bola vai com o dobro da velocidade… ah,  quase me esquecia de te dizer que o campo é maior, as balizas mais pequenas e existe um protetor para a bancada.
  Pronto, é isto que eu te tinha para dizer.

ASS: Zé Beto

Regresso ao passado


                                                                                                                          Vila Verde, 06-06-2060

   Querido diário,

Hoje faço anos, e todos os meus filhos, a Rosana, a Tânia e o Filipe quiseram que eu celebrasse os meus 59 anos em grande.
   De manhã, acordei com o pequeno-almoço na cama. Levantei-me, vesti-me e depois os meus filhos quiseram levar-me a um local, mas não me disseram onde. Vendaram-me os olhos, e quando me tiraram a venda, eu vi que estávamos em casa dos meus pais. Entrei em casa, e quando abri a porta estava lá toda a minha família, os meus pais, os meus irmãos e sobrinhos que estão na Suíça, os meus tios, primos e amigos.
   Todos me deram presentes, mas o melhor deles todos foi o do meu marido, que me ofereceu uma viagem a Miami em sua companhia.
   Ainda me lembro do meu aniversário em 2014, quando fiz 13 anos e os meus pais me ofereceram um bilhete de avião para ir passar férias à Suíça, em Agosto, para estar com os meus irmãos e sobrinhos...
   Passei todo o dia com a minha família, por isso o meu aniversário não podia ser melhor.
   Hoje fiquei também a saber que ia ser avó: a minha filha Rosana, a mais velha, está grávida. Foi o melhor aniversário da minha vida. Tive o que mais queria, que era estar com a minha família.



 
Catarina

Um acidente inquietante


12 de setembro de 2020,

Terraço da minha casa

 

Amigo Invisível,                                 

Desculpa por ontem não te ter escrito, mas aconteceu-me uma coisa terrível e, por isso, cheguei tarde a casa e não tive tempo de te escrever.

Ontem, quando estava a fazer o percurso habitual da escola até casa, com os meus pais, despistámo-nos. Ainda não sei bem como tudo aconteceu, só sei que, no momento do incidente, fiquei paralisada, sem saber o que fazer.

Estava eu a sair da escola, às 17.30, como todas as terças-feiras, depois de um longo dia de aulas. Entrei no carro da minha mãe, cumprimentei-a, contei-lhe o meu dia atarefado e partimos dali até à fábrica onde o meu pai trabalha. Estacionámos no parque e, passado pouco tempo, ele chegou e continuámos o percurso até casa.

Nestas viagens diárias, passamos sempre numa pequena floresta. Ontem não foi exceção. Quando estávamos a passar aí, o telefone do meu pai tocou e, não sei como, despistámo-nos e batemos noutro carro. Ninguém se magoou, mas os carros foram para a sucata.

Depois deste dia, aprendi que não se deve andar com os telemóveis, quando se está a conduzir.

A minha mãe está a chamar-me para ir jantar. Amanhã, falamos.

Beijinhos,

 

Inês


(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)