sábado, 10 de janeiro de 2015

Um acidente inquietante


12 de setembro de 2020,

Terraço da minha casa

 

Amigo Invisível,                                 

Desculpa por ontem não te ter escrito, mas aconteceu-me uma coisa terrível e, por isso, cheguei tarde a casa e não tive tempo de te escrever.

Ontem, quando estava a fazer o percurso habitual da escola até casa, com os meus pais, despistámo-nos. Ainda não sei bem como tudo aconteceu, só sei que, no momento do incidente, fiquei paralisada, sem saber o que fazer.

Estava eu a sair da escola, às 17.30, como todas as terças-feiras, depois de um longo dia de aulas. Entrei no carro da minha mãe, cumprimentei-a, contei-lhe o meu dia atarefado e partimos dali até à fábrica onde o meu pai trabalha. Estacionámos no parque e, passado pouco tempo, ele chegou e continuámos o percurso até casa.

Nestas viagens diárias, passamos sempre numa pequena floresta. Ontem não foi exceção. Quando estávamos a passar aí, o telefone do meu pai tocou e, não sei como, despistámo-nos e batemos noutro carro. Ninguém se magoou, mas os carros foram para a sucata.

Depois deste dia, aprendi que não se deve andar com os telemóveis, quando se está a conduzir.

A minha mãe está a chamar-me para ir jantar. Amanhã, falamos.

Beijinhos,

 

Inês


(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)

Uma sessão de cinema... quase inquietante

Querido Diário,


TheConjuring-Annabelle.jpg (627×352)


(In http://www.joblo.com/, acedido em 10/1/2015)
Nem sabes o que aconteceu há dias. Fui, com a minha irmã e a minha mãe, ao cinema ver o filme “Annabelle”. Já me tinham contado que era assustador, mas não muito, e estava ansiosa por ver.

Comprámos pipocas e a seguir fomos para a sala de cinema. Reparei que, assim que me aproximava da sala, aumentava o barulho vindo de lá de dentro. Quando entrei, vi que ela já estava a abarrotar de pessoas e adolescentes que conversavam muito alto e atiravam pipocas. Fiquei muito desanimada, pois presumi que não iria conseguir ver o filme sem me distrair. Mas, por sorte, lá se acalmaram e, assim, nós pudemos ver o filme. Com o decorrer do filme reparei que, sempre que aparecia uma cena mais assustadora, as pessoas desatavam aos gritos e logo depois comentavam isso com a pessoa do lado. Fiquei bastante irritada, admirada até, pois nunca me tinha acontecido uma coisa assim e espero que não se volte a repetir. Já íamos a meio do filme quando, de repente, ele parou - mas não mostrava que era intervalo. Ficámos todos intrigados até que, do nada, apareceu um auxiliar a afirmar que se as pessoas continuassem a fazer tanto barulho, eram obrigados a saírem do cinema. Isso bastou para que toda na gente evitasse falar alto.
Mas, apesar de tudo, gostei muito daquela noite, foi divertida.

Boa noite, querido diário.
Camila

Um diário compreensivo

Colonization_of_Mars.jpg (700×466)



(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)
18 de junho de 2060, Braga




Compreensivo diário,



Hoje, faço cinquenta e nove anos ! Estou em minha casa com toda a minha família.
Estive a recordar a minha infância em 2014 e como as coisas mudaram.
Ainda me lembro de como, nessa altura, a grande invenção foram os "Ipad" e outros. Agora, as máquinas é que fazem o mundo trabalhar, estamos muito dependentes delas.
Agora, há fábricas que produzem oxigénio. A poluição aumentou tanto que tivemos de recorrer a estas medidas, mas o ar voltou a ser como era, e podemos respirar livremente. A água do mar subiu muito e cidades (imagine-se lá, cidades) foram engolidas, cidades como Lisboa, que eu me lembro bem de ser a capital do país. É engraçado como as coisas mudam. A população mundial aumentou muito e, por causa disso, houve pessoas que foram colonizar Marte, e agora vivem lá normalmente. Quando eu tinha treze anos, lembro-me de pensar que iam falhar nessa missão, mas, quem diria, tiveram sucesso.
Agora vivo com toda a minha família numa mansão (ganhei o euromilhões), e estou a aproveitar a vida que aqui tenho.
Tenho de ir deitar-me. Foi bom recordar tudo o que aconteceu.


Obrigado, diário.



Do teu,


 Fernando

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Uma festa superlativa


23 de novembro de 2014                                                                                      20:40



Querido diário,

Hoje, dia 23, fui à festa de anos da Matilde, que se realizou no hotel Meliã. Foi muito fixe.
 Primeiro fomos para a piscina e estivemos lá, pr’aí durante 2 horas. Diverti-me muito, pois estive no jacuzzi e na piscina. Quando acabou o tempo da piscina, fomos para os balneários vestir-nos. Passado muito tempo acabaámos e, como a sala em que íamos ficar era no décimo andar, tivemos de ir de elevador. O elevador era todo de vidro, tinha umas vistas “fabulásticas” da cidade de Braga e eu até tirei fotos. Nós somos umas esfomeadas, por isso fomos logo para a mesa de comida e acabámos logo com tudo, porque estava deliciosa. Depois estivemos sentadas no sofá a comer pipocas e a beber chocolate quente. No final, eu e a Sofia fomos jogar wii (mais propriamente "Just Dance") e estivemos a dançar até não podermos mais. Às oito em ponto, lá fui eu embora com a minha mãe. Este dia foi super hiper mega fantástico, e espero sinceramente voltar a repeti-lo. (afinal não é todos os dias que podemos ir ao hotel Meliã de graça ahahah). 


Ana Teresa

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A cápsula do tempo da Margarida


                                                                                                                                                


(Fonte: http://www.ideiasereceitas.com/, consultada em 2/12/2014)



10 de maio de 2060

                                                                                                                                              Braga, Portugal

 

Querido Diário :

Hoje não conseguia dormir porque só conseguia pensar em como se  vivia antigamente. Por isso tive a ideia de escrever em ti, para depois  fazer uma cápsula do tempo, porque queria que as futuras gerações portuguesas  tivessem ideia de como se vivia antigamente.
Tenho saudades de ser nova, sabes ? Tenho saudades de comer o arroz de pato saboroso que a minha avó fazia, e principalmente do pudim de chocolate que se derretia na boca e só dava vontade de comer mais. Hoje em dia a comida não presta. São estes comprimidos  farinhentos, cheios de aromas, que na realidade não sabem a nada e só servem para não se morrer à fome.
 Nos velhos dias nós queixávamo-nos da crise, mas não tínhamos noção da sorte que  tínhamos por ainda  viver em democracia. Não devia estar a falar sobre isto, mas a ditadura de Salazar, de que se falava quando eu era pequena, era, provavelmente, muito melhor do que a ditadura de hoje, a ditadura de José Freitas. Isto aqui está tão mal que mais de metade do país  fugiu para Marte ilegalmente. Eu fiquei aqui porque, se fugisse, ficava sem memórias  nenhumas do passado.
 Já se extinguiram imensas  espécies de animais,  já há  robôs para quase  tudo…                                                                      
Quem me dera voltar atrás no  tempo. Infelizmente, ainda não inventaram as máquinas do tempo, mas quando as inventarem, podes  ter a certeza de que  vou ser a primeira  a experimentá-las.

Um novo elemento na família

Braga,15 de novembro de 2011

     Querido diário,

Hoje o meu dia foi fantástico! Depois de um dia de escola como os outros, a minha mãe, como sempre, veio buscar-me e fomos diretas para casa.
      Quando chegámos a casa, o meu pai ainda não estava. O que era estranho, pois o meu pai chega sempre antes de nós... eu e a minha mãe esperámos, esperámos e esperámos, até que, no fundo da rua surgiu o carro do meu pai. Com um ar muito feliz, trazia nos braços uma caixa de cartão... mas o que seria? Não me ocorria nada! Até que uma curiosa cabecinha cor de avelã espreitou.
  - Um cão, é um cão! - "Finalmente!"- pensei.
       Finalmente, tenho um cão. A minha irmã deu-lhe o nome de Barney. É um pouco estranho para um cão, mas é o ator de que ela mais gosta na sua série preferida... vou habituar-me!
         Foi assim o meu dia: extremamente feliz (acho que não foi só para mim, o resto da família também ficou radiante).
         Um grande beijinho da Maria João que, hoje, teve mais um elemento na família.