
(Fonte: Fartblot.files.wordpress.com, consultada em 29/12/2014)
Querido
diário,
No dia de hoje, 10 de dezembro de 2060, reparei, mais do que nunca,
que o mundo está muito diferente. Confesso que, agora, com 59 anos, a minha
vida está mudada.
Em 2014, na minha cidade,
Braga, os jovens interessavam-se pelos estudos, havia ainda muita pobreza à
face da Terra, mas as pessoas viviam felizes. Na véspera do Natal, via-se
toda a gente numa azáfama a fazer compras, a preparar a casa, a montar a árvore
de Natal – para que tudo estivesse perfeito!
Lembro-me claramente de como era o meu Natal : queria sempre ajudar os
meus pais a montar a árvore de Natal - adorava - e ficava muito feliz quando
saía à rua e via tudo iluminado. Contudo, agora, em 2060, a situação não é a
mesma : as pessoas apenas desejam riqueza, fausto e ostentação e não se
preocupam com os valores da vida. Há cada vez mais poluição - rios poluídos,
fábricas… Enfim, até eu acho que o Natal é uma ocasião aborrecida e sem nexo
nenhum. As minhas filhas, quando eram mais novas, raramente iam à escola. Viveram sempre rodeadas de luxo e considero isso um erro meu. As escolas já não
são o que eram e existem cada vez mais vírus, fungos e bactérias nos hospitais.
Em suma, tenho saudades do mundo de 2014 e das aventuras que vivi
quando tinha 13 anos. Afinal de contas, o que conta é a felicidade e não o
fausto e a riqueza.
Ana Francisca Correia, nº2, 8ºC


