segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O ovo "Kinder" da D. Braselina, a madalena da Maria






                                                                     
(Fonte: http://1.bp.blogspot.comconsultada em 29/12/2014)                                                                       

 12 de abril de 2060
Querido diário,                                                                                                                     

 

Hoje completo 59 anos e tenho-me lembrado dos tempos em que eu era jovem. Tudo mudou, já não estou no mesmo mundo em que outrora vivi!
Vivo na mesma cidade, não saí, não viajei, não fui… simplesmente fiquei cá.
Antigamente víamos o mundo pintado de verde, agora não; é um mundo cinzento, obscuro e infeliz, cheio de fábricas e máquinas.
Lembro-me de, quando era pequenina, ir para a rua brincar com os meus vizinhos: andávamos de bicicleta e jogávamos futebol; um mundo de emoções e felicidade. Agora, nem conheço os meus vizinhos, nunca os vi. Lembro-me também de ir ao parque com a Dona Braselina. Ah! A Dona Braselina…! Adorava aquela senhora. Todos os dias, quando ia trabalhar para minha casa, trazia-me um ovo Kinder. Sabia-me tão bem aquele chocolate. Agora acho que já nem se vendem. As crianças adoravam os ovos Kinder, mas agora elas adoram é aqueles “tablets” e telefones que ninguém percebe.
Tantas recordações daqueles tempos: a escola, os amigos, os testes… Agora as turmas têm 40 alunos no mínimo. Na minha altura tínhamos uns 25 na turma. Era muito melhor, visto que éramos todos muitos unidos.
Bem! Agora vou à minha festa de anos, por isso tenho de ir.

Beijinhos,

                                                                                                                             Maria

sábado, 13 de dezembro de 2014

Não confundir...





Engoma-se ou engomasse?


As duas formas são corretas.
Engoma-se: terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo engomar. É a forma verbal usada como impessoal quando ligada ao pronome -se:
    Nesta loja engoma-se roupa.
Engomasse: forma da primeira ou terceira pessoas do singular do pretérito imperfeito do conjuntivo do mesmo verbo. Usa-se em frases hipotéticas:
    Se eu engomasse a roupa agora, logo poderia fazer outras coisas.
Para pronunciar corretamente cada um dos casos, convém lembrar que em engoma-se a sílaba acentuada é "-go-" e em engomasse é "-ma-".


In http://www. portoeditora.pt (acedido em 13/12/2014)

Há erros vergonhosos ou À erros vergonhosos?



Há bocado ou à bocado?
A construção correta é há bocado.
é a terceira pessoa do singular do presente do indicativo do verbo haver. Neste caso, o verbo indica tempo decorrido, por isso, emprega-se como impessoal, ou seja, conjuga-se apenas na 3.ª pessoa do singular.
À é a contração da preposição a com o artigo definido, no feminino, singular, a.



In http://www. portoeditora.pt (acedido em 13/12/2014)

Não inventem, por favor...



A expressão "tem haver" não existe. Em certos contextos, podemos dizer/ escrever "tem a haver". Por exemplo: se alguém nos deve dinheiro, pode dizer-se "Os trabalhadores têm a haver o seu subsídio de Natal". Já a expressão "tem a ver com" significa relacionar-se com, dizer respeito a.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cenário de correção 8.ºB




Grupo I
árvore
barco/embarcação
comboio

carta de jogar
ótimo
Palavra polissémica

primeiro adj numeral
abafado – adj qualificativo

Poema/estrofe

bastante – quantidade e grau
inclusivamente – inclusão
depois – tempo
agradavelmente – modo
quiçá – dúvida

Advérbio relativo
Advérbio interrogativo

Intransitivo
Transitivo direto e indireto
Transitivo indireto

Verbo copulativo
Auxiliar da passiva

Dada a sua juventude, o gato nunca estava/ficava cansado.
Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.
O gatinho permanecia imóvel, vendo Anne a escrever.
Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.
Quando o anexo foi pilhado, Mouschi ficou inconsolável
(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)
.
Pretérito mais-que-perfeito simples
Pretérito mais-que-perfeito composto

Naquele esconderijo, Mouschi passou a vê-los com outros olhos.
Anne passá-las-ias a fazer o reco­nhecimento daquela que iria ser a sua casa.
Miep ofereceu-lha, o que, no anexo, era um verdadeiro tesouro.
Quando Miep o encontrou, ficou aliviadíssima.

Pronome pessoal recíproco
Pronome pessoal reflexo

Anne pediu a Mouschi que saísse dali. Perguntou-lhe se não via que estavam a trabalhar e se não sabia que aquele trabalho tinha de ser entregue no dia seguinte.
- Mouschi, isto que eu escrevo é a minha única forma de liberdade.

Num primeiro momento, destaca-se que Mouschi, o gato de Anne Frank, proporciona ao leitor um contacto efectivo com as consequências da guerra no universo quotidiano e privado de uma família e de uma adolescente, evidenciando aspectos esquecidos dos conflitos. Seguidamente, realça-se que José Jorge Letria usa de rigor histórico e é fiel ao texto original, com o qual estabelece um diálogo intertextual. Desta forma, a identificação dos leitores com a protagonista da obra de José Jorge Letria, facilitada pela idade próxima, pelas actividades desenvolvidas, pelos gostos e comportamentos, fortalecerá, certamente, a percepção das consequências particulares e amplamente trágicas dos conflitos armados. Por outro lado, a focalização realizada a partir do ponto de vista do gato permite a reconstituição do percurso de personagens referenciais de perspectivas originais, uma vez que o narrador felino tem grandes afinidades com a sua dona e transmite, desta forma /por último, uma visão particular da sua vida, emoções, pensamentos e acções.”

Grupo II
Resposta livre


Cenário de correção 8.ºC



Grupo I
Mão
Escola
Piano

Sem sapatos
Desprotegidos

Palavras polissémicas

Primeiro: adjetivo numeral
Descalços: adjetivo qualificativo

Biblioteca/ estante

Porventura: advérbio de dúvida
Inclusive: advérbio de inclusão
Amanhã: advérbio de tempo
Não: advérbio de negação
muito: advérbio de quantidade e grau

Advérbio relativo
Advérbio interrogativo

Transitivo dierto e indireto
transitivo direto
intransitivo

Verbo copulativo
verbo auxiliar da passiva

Júlio era/revelava-se o aluno mais capaz.
Todos os alunos estavam/ficavam à espera de ver quem batia em quem.
Quando apanhava, Júlio permanecia impassível.
Manuel, pelo contrário, parecia/ficava nervoso.
(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)


Pretérito mais-que-perfeito simples
Pretérito mais-que-perfeito composto
Manuel sussurrou-lha.
Oxalá não a tivesse sussurrado
Manuel via-a nos filmes e nas revistas.
Se um aluno se enganasse num verbo, o Lencastre pô-lo-ia de cabeça para baixo e obrigava-o a conjugar o verbo assim.

Pronome pessoal reflexo
Pronome pessoal recíproco

Por fim, o meu pai disse que aquele cão tinha um problema. Estava convencido de que não era cão.
Num primeiro momento, “Uma estrela”, de Manuel Alegre, apresenta-se como um conto de Natal, mas não se esgota nessa leitura. Com efeito, a narrativa caracteriza-se, ainda, pela revisitação dos Natais da infância e da celebração em família, assim como um em particular do exílio, recuperando memórias e afectos e cruzando diferentes momentos relevantes na vida do narrador. O Natal e a sua celebração ganham contornos de contemporaneidade e revelam o seu significado mais profundo, de comunhão entre os homens. Simultaneamente, as ilustrações de Cristina Valadas sublinham o cariz alternativo da narrativa, afastando-se das cores e formas tradicionais natalícias. Concluindo, o lirismo que pontua a narrativa radica, igualmente, na recuperação das memórias da avó Margarida.[1]

Grupo II
Resposta livre




[1] Baseado num texto de Ana Margarida Ramos (casadaleitura/portalbeta/bo, acedido em 21/11/2014)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Cenário de correção 8.ºA


Grupo I

Computador

Mão

Casa

Meio de transmissão

Carro

Palavras polissémicas

Primeira – adj numeral

Trágica – adj qualificativo

Ninhada

Muito – quantidade e grau

Até – inclusão

Depois – tempo

Magnificamente – modo

Talvez – dúvida

Advérbio interrogativo

Advérbio relativo

Transitivo indireto

Intransitivo

Transitivo direto

Auxiliar da passiva

Verbo copulativo

Mouschi permanecia imóvel, vendo Anne a escrever.

Dada a sua juventude, o gato nunca estava cansado.

Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.

Quando o anexo foi pilhado, Mouschi ficou muito triste.

(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)

Pretérito mais-que-perfeito composto

Pretérito mais-que-perfeito simples

Naquele esconderijo, eu passei a admirá-los.

Anne passá-las-ia a fazer o reco­nhecimento daquela que iria ser a sua casa.

Anne bichanou-lho.

Quando Miep o encontrou, ficou aliviadíssima.

Pronome pessoal recíproco

Pronome pessoal reflexo

Anne disse a Mouschi que saísse dali. Perguntou-lhe se não via que estavam a trabalhar e se não sabia que aquele trabalho tinha de ser entregue no dia seguinte.

- Mouschi, isto que eu escrevo é a minha única forma de liberdade. - desabafou Anne.

Num primeiro momento, destaca-se que Mouschi, o gato de Anne Frank, proporciona ao leitor um contacto efetivo com as consequências da guerra no universo quotidiano e privado de uma família e de uma adolescente, evidenciando aspetos esquecidos dos conflitos. Seguidamente, realça-se que José Jorge Letria usa de rigor histórico e é fiel ao texto original, com o qual estabelece um diálogo intertextual. Por último, a identificação dos leitores com a protagonista da obra de José Jorge Letria, facilitada pela idade próxima, pelas atividades desenvolvidas, pelos gostos e comportamentos, fortalecerá, certamente, a perceção das consequências particulares e amplamente trágicas dos conflitos armados. Por outro lado, a focalização realizada a partir do ponto de vista do gato permite a reconstituição do percurso de personagens referenciais de perspetivas originais, uma vez que o narrador felino tem grandes afinidade com a sua dona e transmite, desta forma, uma visão particular da sua vida, emoções, pensamentos e ações.

Grupo II

Resposta livre