domingo, 16 de novembro de 2014

Cenário de correção




  1. Este tipo de texto é publicado na secção Local.
     
  2.  (A) Quem? Fernando Paiva (B) Convocou  estudantes, o município e hipermercados para evitar que sejam atirados carrinhos ao rio        (C) Este ano    (D) em Coimbra
     
  3.  
    1. Na linha 4, a palavra “furtar” pode ser substituída por… (D).
       
    2. Em “No cortejo, servem para levar bebidas, trajes ou os próprios caloiros.” (linha 5) o sujeito, subentendido, é (C).

3.3. A “Latada” é uma tradição da Universidade de Coimbra que consiste em… (C).

    4. A frase “Demorámos três dias a limpar o rio” corresponde a… (A)

   5. (A) Indeterminada (B) Falsa e (C) Verdadeira.

6.1. Os destinatários da mensagem transmitida no cartaz são os estudantes da Universidade de Coimbra que participam no cortejo da Latada.

 

6.2. A intencionalidade do cartaz é fazer com que os estudantes que aderem a esta praxe deixem de atirar carrinhos ao rio Mondego, encaminhando-os, em vez disso, para os pontos de recolha.

6.3. No centro do cartaz vê-se, aparentemente imerso na água de um rio, um sinal de trânsito em cujo centro figura um carrinho de compras barrado por traço vertical, idêntico aos sinais de trânsito que indicam uma proibição. Do topo do cartaz pendem fitas, que representam as praxes académicas. Na parte média  inferior, na horizontal, recorta-se a cidade de Coimbra, com alguns edifícios emblemáticos em evidência. No canto superior direito lê-se o “slogan” e, no canto inferior esquerdo, a lista dos pontos de recolha dos carrinhos.

6.4. O “slogan” «Não lixes o Mondego!» faz um trocadilho entre o verbo “lixar”, que pertence ao registo de língua informal, e a palavra “lixo”, isto é, o resultado da prática de atirar carrinho de supermercados ao rio.

    1. O recetor é implicado nesta publicidade graças ao uso do imperativo na forma negativa (“Não lixes […]!”) e ao uso da segunda pessoa do singular (um “tu” subentendido). Estes processos (excetuando a forma negativa) são replicados na frase que surge após o “slogan”: “Deixa os carrinhos […]!” . Tanto estas marcas linguísticas como o recurso ao registo de língua informal são apropriados ao público jovem a que se dirigem.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Guião de exposição oral

Um guião de apresentação oral é simples e tem muitos pontos em comum com a planificação de textos escritos.



1. INTRODUÇÃO
  • apresentação do tema



     2. DESENVOLVIMENTO

  • tópico 1: ____________________________________________________________ 
  • tópico 2: ____________________________________________________________ 
  • tópico 3: ____________________________________________________________ 
  • tópico 4: ____________________________________________________________ 
  • tópico 5: ____________________________________________________________ 
 (...)


 3. CONCLUSÃO
  • síntese
Parece-lhes pouco? É propositado, porque, se escreverem mais, têm tendência para ler o que escreveram (isto é, justamente o que não devem fazer). Limitando-se a escrever os tópicos, com uma simples olhadela certificam-se que não esqueceram nada de essencial.

Cinco minutos de fama




GUIÃO

O guião deve ser esquemático, adequado ao tema, à duração (5 minutos), ao auditório e à finalidade. O equilíbrio entre a introdução, o desenvolvimento e a conclusão (a qual deve ocupar mais de 50% do tempo total da exposição) deve ser assegurado.


COESÃO E COERÊNCIA

 O discurso deve ser claro e organizado, distinguindo-se visivelmente as sequências discursivas, as quais devem ser articuladas entre si, de preferência com recurso a conetores. O registo de língua deve ser apropriado (embora com menos exigência do que no código escrito). Devem ser - como sempre - evitadas as repetições e os bordões de linguagem ("tipo", "supostamente"...).


ESTRATÉGIAS DISCURSIVAS


O discurso deve ser eficaz (o "teste-tipo" consiste em perguntar aos presentes duas coisas que retiveram da exposição. Não retiveram? É mau... Lembram-se de duas, ou três, ou quatro? É bom, muito bom.) O orador deve mobilizar recursos que criem sentidos e captem a atenção do público, podendo recorrer a figuras de estilo (como a interrogação retórica - ou não - e a ironia), ao humor, aos efeitos de surpresa...)


VOCALIZAÇÃO, RITMO E ENTOAÇÃO, POSTURA


O discurso deve ser claramente percetível, fluente, nem demasiado rápido nem excessivamente lento. A entoação deve mostrar o interesse do orador no tema abordado. Para manter a atenção, o auditório deve ser percorrido pelo olhar (nada de fixar os candeeiros da sala e l-i-v-r-e-m-se de olhar só para mim.). O orador pode gesticular e circular pela sala quando tal se justifique, mas não de forma artificial ou mecânica. As mãos nos bolsos são de evitar, tal como os balanços: para trás, para a frente; ponta do pé, calcanhar, ponta do pé; lado esquerdo, lado direito. Irritante e "distrativo".

Podem consultar o manual (p. 197). Como se trata de falar de um livro, aconselho uma breve consulta ao manual do ano passado (p. 51).

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