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sexta-feira, 22 de maio de 2015


1. duques, duque, duquesa; galos, galinha, galo; profetas, profetisa, profeta; compadres,

comadre, compadre; plebeus, plebeia, plebeu; leões, leoa, leão; carneiros, ovelha,

carneiro; juízes, juíza, juiz; escultores, escultora, escultor; ladrões, ladra, ladrão; homens,

mulher, homem; solteirões, solteirona, solteirão; barões, baronesa, barão; judeu, judia,

judeu.

2. Órgãos, carateres, répteis, barris, itens, fregueses, patrões, jardins, ananases, sons,

recém-casados, girassóis, caixeiros-viajantes, porta-vozes, obras-primas, caminhos de

ferro, vaivéns, mata-borrões, escolas-modelo, bancarrotas.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

Sugestão de correção do texto argumentativo

 
 
A criação de impostos para alimentos que contêm níveis elevados de açúcar é um tema muito atual, que origina diferentes opiniões. Pessoalmente, sou a favor desta medida.

Considero a criação deste imposto benéfica por duas razões: por um lado, devido ao seu impacto na saúde e bem-estar do cidadão, uma vez que o excesso de açúcar no sangue provoca inúmeras doenças, como diabetes e obesidade; por outro lado, devido a motivos económicos, uma vez que a diminuição do consumo destes produtos melhoraria a saúde dos cidadãos e reduziria os custos no tratamento deste tipo de doenças.

No entanto, alguns argumentam que os cidadãos devem poder escolher livremente os produtos que querem consumir. Dizem, ainda, que a criação destes impostos reduzirá postos de trabalho na indústria alimentar. Considero, porém, que estes argumentos não são válidos, pois os custos das más escolhas de alguns cidadãos não devem ser suportados pelo Estado e, embora seja possível a redução de postos de trabalho, estas medidas também poderão conduzir à criação de empregos em outras áreas como o desporto e o lazer.

Em suma, tendo em conta os argumentos e contra-argumentos expostos, defendo que as vantagens da criação deste imposto se sobrepõem às suas desvantagens.
 
(Texto: Diálogos 8, Porto Editora)

domingo, 8 de março de 2015

Cenário de correção 4.º teste ("A foto")


Grupo I

  1. C-B-D-F-A-E
  2. 2.1. C
    1. B
    2.  B
  3. D
    Grupo II

  1. Trata-se de uma metáfora. O seu valor expressivo advém da temática do texto (o bisavô cuja morte está iminente), mas também mostra que os protestos foram tantos e tão pesados como uma pedra de sepultura. Também podemos considerar que há uma personificação, na medida em que apenas os seres vivos podem ser sepultados. Nesta hipótese, a escolha do verbo é motivada pela temática da crónica.
    2.1 “Não deixa eles te humilharem, Mário César.”
    2.2. “Tira você mesmo, ué.”
    2.3. “Tira você mesmo, .”
     
    3.1 Mário César tê-la-ia tirado , se não tivesse receio de irritar Bitinha.

3.2 Depois de observarem a cena, os empregados do restaurante decidiram tirá-la.

3.3 No ano que vem, a bisavó convidá-la-á novamente.

3.4. De acordo com o Castelo, “o bisa” não a arrancou da sua mão.

 

4.1.2 “(…) impaciente (…)”

4.2.1 “(…) que vão surgindo no mercado (…)”

 

5.1 Quando Mário César se ofereceu para tirar a fotografia, Bitinha opôs-se.

5.2. Mário César ofereceu-se para tirar a fotografia para resolver a questão.

5.3. O bisavô tomou uma atitude drástica, porque estava fatigado.

 

Grupo III

Resposta livre (80-120 palavras)

quinta-feira, 5 de março de 2015

Cenário de correção do 4.º teste ("Na praia")









Grupo I


1. 1.a.; 2.f.; 3.e.; 4.c.
2.O pronome “isso”refere-se a “Avançando sempre mais […] mas também o domam.” (ll. 17-18).
3.1.b.; 3.2.c.; 3.3.b.; 3.4.c.; 3.5.c.
Grupo II

1. Colocação do pronome átono antes do verbo: “E ele a examinava com divertida curiosidade.”


Uso do gerúndio: “Gostava de ficar lendo em baixo do guarda-sol.”


Formas de tratamento: " No livro que você está lendo."


2. No segundo parágrafo há uma enumeração ("Nem chapéu, nem óculos, nem protetor, nem celular. Nada." A enorme quantidade de objetos de que Bárbara se faz acompanhar (cf. segundo parágrafo) contrasta com o despojamento da personagem masculina, que não traz nada consigo. De igual modo, a comparação presente em "Como um nativo nu examinando as vestes pesadas e os paramentos de um explorador recém-chegado ao Novo Mundo." tem como objetivo reforçar o contraste entre as duas personagens, para além de mostrar a atenção com que a personagem masculina observava Bárbara.

3.1. Geoffrey tê-la-á abordado por ela estar a ler aquele livro em particular.

3.2 Amanhã, Bárbara guardá-los-á num cesto opaco.

3.1. Ou talvez ela não as traga.

3.4. Os nativos nus examinavam-nos com curiosidade.
4.1.2 “misterioso”
4.2.1 “que mais agradam ao público”

 5.1. Bárbara ficou irritada, porque o desconhecido perturbava-a.

5.2. Quando Geoffrey desvendou o final do livro, Bárbara insurgiu-se.

5.3. Geoffrey desvendou o final do livro para poupar Bárbara de ter que ler o resto.

Grupo III
Resposta livre










domingo, 15 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste




 (In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)

  1. O vagabundo instala-se numa mesa, “a meio” de uma esplanada situada numa avenida, em Lisboa.
  2. Os ocupantes da esplanada começam por mostrar “expressões desaprovadoras” quando veem que o vagabundo se senta na esplanada. Em seguida, a sua aparência e atitude provocam, num primeiro momento, indignação e, num segundo momento, ofensa. Finalmente, o facto de o homem pegar num jornal provoca-lhes uma “recalcada, hedionda raiva”.
  3. O vagabundo não adota as regras e convenções sociais. Satisfaz-se com o que tem, sorrindo “de bem-estar” e lendo um jornal apanhado do chão. Por outro lado, é educado, tratando o empregado com delicadeza, e tolerante, ao dizer “E diga à gerência que os deixe ficar. Por mim, não me importo.”
  4. A adjetivação põe em evidência que, apesar de a sua roupa ser velha e “cheia de remendos”, o homem tinha uma aparência digna.
  5. Enquanto o dístico proíbe a entrada de pessoas com mau aspeto exterior, o homem julga que a gerência se refere a pessoas que, como os restantes ocupantes da esplanada, adotam atitudes agressivas.

6. Resposta livre.


III


1. a. Palava derivada por prefixação
b. Derivação por parassíntese
2.1. a. consumo b. sustento
2.2. Derivação não afixal
3. a. Homens e mulheres - sujeito composto
b. O vagabundo - sujeito simples
c. Sujeito nulo subentendido: o vagabundo
4. a. complemento oblíquo
b. predicativo do sujeito
c. lhe = complemento indireto; a atenção = complemento direto
5.1. a. O rosto do vagabundo tinha sido curtido pelo sol.
b. O vagabundo leu o jornal.
c. A gerência terá sido avisada pelo empregado.


IV
Malala Yousafzai, prémio Nobel da paz 2014





Há um ano, no Paquistão, um homem aproximou-se de uma camioneta escolar e atingiu Malala Yousafzai na cabeça. Nesse dia, ela quase morreu. Tinha 15 anos e andava num liceu feminino de Khushal, Mingora, no Vale do Swat, onde, entre 2007 e 2009, os talibans lançavam o terror, em particular entre as mulheres e as raparigas.


Em 2009, Malala aparecera num documentário da BBC a defender o direito das raparigas a estudar, tornando-se um alvo a abater pelos talibans.

No último ano, Malala foi operada várias vezes no Paquistão e em Inglaterra, para onde se mudou com a família e onde estuda. Apesar da sua juventude, a ativista pela educação tenciona regressar ao seu país e fazer política.

Recentemente,   Malala pediu ao Presidente dos Estados Unidos  que eliminasse o terrorismo no Afeganistão investindo na educação, em detrimento da ajuda bélica.



quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Cenário de correção 3.º teste



(In http://www.dantemag.com/, acedido em 2/2/2014)
I
Versão 1: c, b, a, b, c, a
Versão 2: a, a, a, b, b, a 

II



1. As expressões do texto que provam que o narrador recorda acontecimentos anteriores à narração são “Quando aqui há uns meses (…)”, “Desde que entrei na nossa casa, vinda da maternidade (…)”, “Depois fui crescendo (…)”, “Nessa altura”ou “uma tarde”.


2. O narrador é participante, pois é a personagem principal que narra os acontecimentos na primeira pessoa (“minha mãe", “entrei”, etc.)


3. As personagens são a Mina, a sua mãe, a avó Nani e o Crispim, que é namorado da mãe de Mina.
4.1. O pronome refere-se a Nani e a Crispim.
4.2. Ao declarar que Mina acabava o 9.º ano e ia trabalhar, a mãe lembrou-lhes um “extraterrestre”, isto é, um ser de outro planeta que desconhece a realidade do mundo onde vive. Com efeito, e atendendo à forma como Nina educou a neta, era de esperar que tivesse expectativas mais elevadas (como se comprova na sua afirmação "Sempre pensei que ela fizesse o 12.º ano e depois fosse para Românicas.").
5. Por intermédio de Nani, a Mina contactou desde criança com árias de ópera, temas musicais, banda desenhada, os romances da condessa de Ségur e, mais tarde, romances de amor, quase todos franceses.
6. A coleção de Spirou e do Tintin, que já tinha pertencido à mãe de Mina, dava a impressão de nunca ter sido lida, pois “(…) os álbuns pareciam novos, nem sequer os cantos das páginas virados”.
7. De acordo com Crispim, não se devem virar os cantos das páginas dos livros, para não os danificar.
8. Uma vez que a mãe e o Crispim namoravam há pouco tempo, Mina ainda não o conhecia bem e, como tal, tinha algumas reservas em relação a ele.
9.1 Crispim sugere, como leitura alternativa, os Cinco.
9.2. Resposta livre.
III
  1. a. Brancura/branquíssimo b. esbranquiçar/embranquecer
    1. a. resgate b. denúncia
    2. derivação não afixal
  1. a. Eu (sujeito simples) b. Os médicos e os farmacêuticos (sujeito composto) c. sujeito nulo subentendido (os médicos e os farmacêuticos)
  2. a. predicativo do sujeito b. complemento oblíquo c. lhe = complemento indireto; a medicação = complemento direto
    1. a. Nani educou Mina. b. Romances de amor eram lidos pela jovem. c. O livro John, chauffeur russo terá sido folheado por Crispim com evidente desagrado.
    2. a. por Nani; b. pela jovem; c. por Crispim.
      IV
       



A revista e a personagem“Spirou” surgem em 1938.


Entre as duas Guerras Mundiais, o francês Robert Velter trabalha num transatlântico, onde conhece o desenhador e argumentista norte-americano Martin Branner, com quem trabalha nos Estados Unidos. Regressa a França em 1936, iniciando uma carreira na banda desenhada.


Em 1938, o editor belga Jean Dupuis convida-o a criar uma personagem para uma revista. Surge Spirou e as suas aventuras apelativas. Em 1940 Velter é aprisionado pelos alemães. Durante um ano, Jijé dará continuidade à obra. Velter ainda desenha Spirou entre 1941 e 1943, mas vende os direitos à Dupuis.
Jijé volta a ocupar-se da série até 1946, mas é substituído por André Franquin. Não sendo o criador de Spirou nem do seu esquilo Spip, é este quem a leva ao  apogeu.




Imagem:http://i-cms.linternaute.com/. Texto (com supressões): Carlos Pessoa, in http://static.publico.pt/coleccoes/spirou/paqueteNasceuHeroi.asp, acedido em 20/1/2015.





quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cenário de correção 8.ºB




Grupo I
árvore
barco/embarcação
comboio

carta de jogar
ótimo
Palavra polissémica

primeiro adj numeral
abafado – adj qualificativo

Poema/estrofe

bastante – quantidade e grau
inclusivamente – inclusão
depois – tempo
agradavelmente – modo
quiçá – dúvida

Advérbio relativo
Advérbio interrogativo

Intransitivo
Transitivo direto e indireto
Transitivo indireto

Verbo copulativo
Auxiliar da passiva

Dada a sua juventude, o gato nunca estava/ficava cansado.
Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.
O gatinho permanecia imóvel, vendo Anne a escrever.
Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.
Quando o anexo foi pilhado, Mouschi ficou inconsolável
(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)
.
Pretérito mais-que-perfeito simples
Pretérito mais-que-perfeito composto

Naquele esconderijo, Mouschi passou a vê-los com outros olhos.
Anne passá-las-ias a fazer o reco­nhecimento daquela que iria ser a sua casa.
Miep ofereceu-lha, o que, no anexo, era um verdadeiro tesouro.
Quando Miep o encontrou, ficou aliviadíssima.

Pronome pessoal recíproco
Pronome pessoal reflexo

Anne pediu a Mouschi que saísse dali. Perguntou-lhe se não via que estavam a trabalhar e se não sabia que aquele trabalho tinha de ser entregue no dia seguinte.
- Mouschi, isto que eu escrevo é a minha única forma de liberdade.

Num primeiro momento, destaca-se que Mouschi, o gato de Anne Frank, proporciona ao leitor um contacto efectivo com as consequências da guerra no universo quotidiano e privado de uma família e de uma adolescente, evidenciando aspectos esquecidos dos conflitos. Seguidamente, realça-se que José Jorge Letria usa de rigor histórico e é fiel ao texto original, com o qual estabelece um diálogo intertextual. Desta forma, a identificação dos leitores com a protagonista da obra de José Jorge Letria, facilitada pela idade próxima, pelas actividades desenvolvidas, pelos gostos e comportamentos, fortalecerá, certamente, a percepção das consequências particulares e amplamente trágicas dos conflitos armados. Por outro lado, a focalização realizada a partir do ponto de vista do gato permite a reconstituição do percurso de personagens referenciais de perspectivas originais, uma vez que o narrador felino tem grandes afinidades com a sua dona e transmite, desta forma /por último, uma visão particular da sua vida, emoções, pensamentos e acções.”

Grupo II
Resposta livre


Cenário de correção 8.ºC



Grupo I
Mão
Escola
Piano

Sem sapatos
Desprotegidos

Palavras polissémicas

Primeiro: adjetivo numeral
Descalços: adjetivo qualificativo

Biblioteca/ estante

Porventura: advérbio de dúvida
Inclusive: advérbio de inclusão
Amanhã: advérbio de tempo
Não: advérbio de negação
muito: advérbio de quantidade e grau

Advérbio relativo
Advérbio interrogativo

Transitivo dierto e indireto
transitivo direto
intransitivo

Verbo copulativo
verbo auxiliar da passiva

Júlio era/revelava-se o aluno mais capaz.
Todos os alunos estavam/ficavam à espera de ver quem batia em quem.
Quando apanhava, Júlio permanecia impassível.
Manuel, pelo contrário, parecia/ficava nervoso.
(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)


Pretérito mais-que-perfeito simples
Pretérito mais-que-perfeito composto
Manuel sussurrou-lha.
Oxalá não a tivesse sussurrado
Manuel via-a nos filmes e nas revistas.
Se um aluno se enganasse num verbo, o Lencastre pô-lo-ia de cabeça para baixo e obrigava-o a conjugar o verbo assim.

Pronome pessoal reflexo
Pronome pessoal recíproco

Por fim, o meu pai disse que aquele cão tinha um problema. Estava convencido de que não era cão.
Num primeiro momento, “Uma estrela”, de Manuel Alegre, apresenta-se como um conto de Natal, mas não se esgota nessa leitura. Com efeito, a narrativa caracteriza-se, ainda, pela revisitação dos Natais da infância e da celebração em família, assim como um em particular do exílio, recuperando memórias e afectos e cruzando diferentes momentos relevantes na vida do narrador. O Natal e a sua celebração ganham contornos de contemporaneidade e revelam o seu significado mais profundo, de comunhão entre os homens. Simultaneamente, as ilustrações de Cristina Valadas sublinham o cariz alternativo da narrativa, afastando-se das cores e formas tradicionais natalícias. Concluindo, o lirismo que pontua a narrativa radica, igualmente, na recuperação das memórias da avó Margarida.[1]

Grupo II
Resposta livre




[1] Baseado num texto de Ana Margarida Ramos (casadaleitura/portalbeta/bo, acedido em 21/11/2014)

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Cenário de correção 8.ºA


Grupo I

Computador

Mão

Casa

Meio de transmissão

Carro

Palavras polissémicas

Primeira – adj numeral

Trágica – adj qualificativo

Ninhada

Muito – quantidade e grau

Até – inclusão

Depois – tempo

Magnificamente – modo

Talvez – dúvida

Advérbio interrogativo

Advérbio relativo

Transitivo indireto

Intransitivo

Transitivo direto

Auxiliar da passiva

Verbo copulativo

Mouschi permanecia imóvel, vendo Anne a escrever.

Dada a sua juventude, o gato nunca estava cansado.

Por isso também, parecia/era pouco ajuizado.

Quando o anexo foi pilhado, Mouschi ficou muito triste.

(Nota: os verbos repetidos não são contabilizados)

Pretérito mais-que-perfeito composto

Pretérito mais-que-perfeito simples

Naquele esconderijo, eu passei a admirá-los.

Anne passá-las-ia a fazer o reco­nhecimento daquela que iria ser a sua casa.

Anne bichanou-lho.

Quando Miep o encontrou, ficou aliviadíssima.

Pronome pessoal recíproco

Pronome pessoal reflexo

Anne disse a Mouschi que saísse dali. Perguntou-lhe se não via que estavam a trabalhar e se não sabia que aquele trabalho tinha de ser entregue no dia seguinte.

- Mouschi, isto que eu escrevo é a minha única forma de liberdade. - desabafou Anne.

Num primeiro momento, destaca-se que Mouschi, o gato de Anne Frank, proporciona ao leitor um contacto efetivo com as consequências da guerra no universo quotidiano e privado de uma família e de uma adolescente, evidenciando aspetos esquecidos dos conflitos. Seguidamente, realça-se que José Jorge Letria usa de rigor histórico e é fiel ao texto original, com o qual estabelece um diálogo intertextual. Por último, a identificação dos leitores com a protagonista da obra de José Jorge Letria, facilitada pela idade próxima, pelas atividades desenvolvidas, pelos gostos e comportamentos, fortalecerá, certamente, a perceção das consequências particulares e amplamente trágicas dos conflitos armados. Por outro lado, a focalização realizada a partir do ponto de vista do gato permite a reconstituição do percurso de personagens referenciais de perspetivas originais, uma vez que o narrador felino tem grandes afinidade com a sua dona e transmite, desta forma, uma visão particular da sua vida, emoções, pensamentos e ações.

Grupo II

Resposta livre