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sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A cápsula do tempo da Margarida


                                                                                                                                                


(Fonte: http://www.ideiasereceitas.com/, consultada em 2/12/2014)



10 de maio de 2060

                                                                                                                                              Braga, Portugal

 

Querido Diário :

Hoje não conseguia dormir porque só conseguia pensar em como se  vivia antigamente. Por isso tive a ideia de escrever em ti, para depois  fazer uma cápsula do tempo, porque queria que as futuras gerações portuguesas  tivessem ideia de como se vivia antigamente.
Tenho saudades de ser nova, sabes ? Tenho saudades de comer o arroz de pato saboroso que a minha avó fazia, e principalmente do pudim de chocolate que se derretia na boca e só dava vontade de comer mais. Hoje em dia a comida não presta. São estes comprimidos  farinhentos, cheios de aromas, que na realidade não sabem a nada e só servem para não se morrer à fome.
 Nos velhos dias nós queixávamo-nos da crise, mas não tínhamos noção da sorte que  tínhamos por ainda  viver em democracia. Não devia estar a falar sobre isto, mas a ditadura de Salazar, de que se falava quando eu era pequena, era, provavelmente, muito melhor do que a ditadura de hoje, a ditadura de José Freitas. Isto aqui está tão mal que mais de metade do país  fugiu para Marte ilegalmente. Eu fiquei aqui porque, se fugisse, ficava sem memórias  nenhumas do passado.
 Já se extinguiram imensas  espécies de animais,  já há  robôs para quase  tudo…                                                                      
Quem me dera voltar atrás no  tempo. Infelizmente, ainda não inventaram as máquinas do tempo, mas quando as inventarem, podes  ter a certeza de que  vou ser a primeira  a experimentá-las.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Tudo muda... menos as mentalidades


electrique.jpg (640×302)
                                                                                                                        
(Fonte: http://www.charlotteauvolant.net/, consultada em 30/12/2014)
                                                                                                                       Braga, 26 de novembro de 2060,

Querido diário,

Lembro-me como se fosse ontem de quando existia crise e pessoas a queixarem-se dos seus baixos salários. Olho para as ruas e percebo que esse tempo já lá vai. Conseguimos que os carros elétricos, menos poluentes, tanto sonora como ambientalmente, tomassem conta das ruas. E é claro que isto não aconteceu porque as pessoas mudaram de mentalidade. Lá por volta de 2045 exploraram-se todas os poços que havia para explorar e acabou-se o petróleo. Como se vê, isto teve um grande impacto na sociedade. Lembro-me tão bem de quando as pessoas se queixavam do seu baixo salário... pois bem, agora já nem trabalho têm. As máquinas fazem tudo. Eu já previa que isto acontecesse desde muito pequena, por isso não foi uma grande surpresa.
Se estivesse a ler este diário há uns anos atrás, pensaria que quem o escreveu estava louco, mas, por muito estranho que possa parecer, a crise em Portugal desapareceu, mais cedo do que eu esperava. E o euro desapareceu e regressou o famoso escudo. Esta foi das mudanças que mais me surpreendeu.
Depois de escrever tudo isto percebo que houve mudanças boas, como a utilização de carros elétricos, mas também mudanças más, pois antes eram as máquinas que ajudavam o Homem e agora é o Homem que ajuda as máquinas. Só é pena que alguns preconceitos socias não tenham mudado!
Carolina

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O futuro do futuro

(Fonte: http://fr.123rf.com/clipart-vecteurs/manivelle.html, consultada em 29/12/2014)




                                                                                             Segunda-feira, 24 de novembro de 2060, Braga


                Caro diário,


                As coisas dos dias de hoje são muito diferentes de quando eu tinha treze anos. A cidade de Braga mudou muito de 2014 para 2060.


                Agora, nós não viajamos de carro, mas sim de hidrobicicletas. Esta nova tecnologia é movida a vapor de água, que é reutilizável. Recentemente, mudámo-nos para uma nova casa. Fiquei espantada quando soube que é feita com materiais ecológicos e é autossustentável. Daqui a umas horas, vou tomar o “comprimido diário”, que analisa o nosso estado de saúde. Esta informação é depois enviada para o nosso médico de família. Hoje em dia, apenas comemos vegetais e, de vez em quando, carnes brancas - isto porque a maior parte dos animais estão em vias de extinção, e por isso, não podem ser mortos para o nosso consumo.


                Antigamente, havia bastantes guerras; agora, nem uma! Ultimamente, têm ocorrido algumas corrupções na administração do nosso país. Mas esta situação nem um dia durou, pois os autores foram logo presos.


                Concluindo, o mundo agora é muito melhor do que quando eu era uma jovem inocente. Mas ainda há imperfeições que temos de sanar. Para já, vivemos em paz. No entanto, a minha questão é: Como será o futuro?
Joana

Nostalgia do Natal


 


(Fonte: Fartblot.files.wordpress.com, consultada em 29/12/2014)
Querido diário,

 

No dia de hoje, 10 de dezembro de 2060, reparei, mais do que nunca, que o mundo está muito diferente. Confesso que, agora, com 59 anos, a minha vida está mudada.

 Em 2014, na minha cidade, Braga, os jovens interessavam-se pelos estudos, havia ainda muita pobreza à face da Terra, mas as pessoas viviam felizes. Na véspera do Natal, via-se toda a gente numa azáfama a fazer compras, a preparar a casa, a montar a árvore de Natal – para que tudo estivesse perfeito!  Lembro-me claramente de como era o meu Natal : queria sempre ajudar os meus pais a montar a árvore de Natal - adorava - e ficava muito feliz quando saía à rua e via tudo iluminado. Contudo, agora, em 2060, a situação não é a mesma : as pessoas apenas desejam riqueza, fausto e ostentação e não se preocupam com os valores da vida. Há cada vez mais poluição - rios poluídos, fábricas… Enfim, até eu acho que o Natal é uma ocasião aborrecida e sem nexo nenhum. As minhas filhas, quando eram mais novas, raramente iam à escola. Viveram sempre rodeadas de luxo e considero isso um erro meu. As escolas já não são o que eram e existem cada vez mais vírus, fungos e bactérias nos hospitais.

Em suma, tenho saudades do mundo de 2014 e das aventuras que vivi quando tinha 13 anos. Afinal de contas, o que conta é a felicidade e não o fausto e a riqueza.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                       Ana Francisca Correia, nº2, 8ºC

O ovo "Kinder" da D. Braselina, a madalena da Maria






                                                                     
(Fonte: http://1.bp.blogspot.comconsultada em 29/12/2014)                                                                       

 12 de abril de 2060
Querido diário,                                                                                                                     

 

Hoje completo 59 anos e tenho-me lembrado dos tempos em que eu era jovem. Tudo mudou, já não estou no mesmo mundo em que outrora vivi!
Vivo na mesma cidade, não saí, não viajei, não fui… simplesmente fiquei cá.
Antigamente víamos o mundo pintado de verde, agora não; é um mundo cinzento, obscuro e infeliz, cheio de fábricas e máquinas.
Lembro-me de, quando era pequenina, ir para a rua brincar com os meus vizinhos: andávamos de bicicleta e jogávamos futebol; um mundo de emoções e felicidade. Agora, nem conheço os meus vizinhos, nunca os vi. Lembro-me também de ir ao parque com a Dona Braselina. Ah! A Dona Braselina…! Adorava aquela senhora. Todos os dias, quando ia trabalhar para minha casa, trazia-me um ovo Kinder. Sabia-me tão bem aquele chocolate. Agora acho que já nem se vendem. As crianças adoravam os ovos Kinder, mas agora elas adoram é aqueles “tablets” e telefones que ninguém percebe.
Tantas recordações daqueles tempos: a escola, os amigos, os testes… Agora as turmas têm 40 alunos no mínimo. Na minha altura tínhamos uns 25 na turma. Era muito melhor, visto que éramos todos muitos unidos.
Bem! Agora vou à minha festa de anos, por isso tenho de ir.

Beijinhos,

                                                                                                                             Maria