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quarta-feira, 10 de junho de 2015

Textos argumentativos, é connosco!

 
Num mundo onde a tecnologia é muito importante em vários aspectos, os videojogos são um tema a debater. Na minha opinião, os videojogos podem ser benéficos se forem utilizados sem excessos.
Existem duas razões principais que sustentam este ponto de vista: em primeiro lugar, os jovens/crianças devem ter uma forma de descontrair, e jogar consola é uma dessas formas. Por outro lado, existem muitos jogos disponíveis para consolas que se podem revelar muito educativos.
Os opositores a esta ideia podem argumentar que jogar videojogos aumenta a obesidade nas crianças. A verdade é que antigamente, este argumento até podia ser válido, porém, atualmente, a tecnologia possibilitou a criação de jogos para consolas que, de alguma forma, exercitam não só a mente como o corpo. Aqueles que acreditam que os jogos de entretenimento devem acabar, também defendem que estes jogos afastam as crianças umas das outras e viciam facilmente. Mais uma vez, este argumento baseia-se num raciocínio errado, pois muitas vezes estes jogos tornam-se até uma forma de reunir os jovens e, por experiência própria, não considero os videojogos extremamente viciantes.
Em suma, acredito que os jogos de entretenimento não devem ser proibidos, mas sim acompanhados por outras actividades.

Carolina

domingo, 7 de junho de 2015

Textos argumentativos, é connosco!

Textos argumentativos, é connosco!


Os jogos de entretenimento são, hoje em dia, um tema que provoca alguma discussão. Atualmente, os jovens só brincam com as consolas e computadores. Na minha opinião, esta situação apresenta mais pontos negativos do que positivos.
Em primeiro lugar, as crianças passam demasiadas horas em frente destes ecrãs, fazendo com que se tornem dependentes destes aparelhos. Vemos isto, por exemplo, quando se torna uma tarefa difícil desligar os videojogos. Em segundo lugar, este facto traz consequências para a saúde, por exemplo: defeitos na visão, dores de cabeça, entre outros. Em terceiro lugar, estes aparelhos são cada vez mais a preços excessivos, acarretando despesas para as famílias.
No entanto, há quem defenda outra opinião, dizendo que os videojogos podem ser educativos. A meu ver, esta afirmação pode ter a sua parte de verdade, mas muitas vezes as crianças acabam por ficar viciadas, mesmo que estes jogos sejam educativos. Também há quem diga que estas consolas são uma fonte de desenvolvimento das empresas, como a “Sony”, mas, na minha opinião, quem acaba por sofrer as consequências deste consumo excessivo são as famílias.
Em suma, estas tecnologias e o seu consumo trazem pontos negativos para as crianças, assim como para os seus pais. Por isso, defendo que deve haver uma especial atenção às crianças que estão viciadas nos videojogos.
Joana

Textos argumentativos, é connosco!

O uso excessivo dos jogos de entretenimento é um tema que provoca alguma discussão. A meu ver, o uso dos videojogos tem desvantagens.

A minha opinião baseia-se em duas razões fundamentais. Em primeiro lugar, porque causam problemas de saúde, entre eles, problemas na visão; em segundo lugar, pois provocam a dependência dos jovens, uma vez que passam bastantes horas em frente à consola ou ao computador e nem se apercebem do que se passa à sua volta.

Contudo, os que defendem a posição oposta apresentam como principais argumentos o facto de ser não só uma forma de entretenimento, mas também uma forma de aprender e de lidar com as novas tecnologias. Considero que estes argumentos não são válidos, uma vez que existem outras maneiras de as crianças se entreterem, tais como jogar à bola, desenhar, andar de bicicleta, correr, fazer “puzzles”, etc; e dado que podem aprender coisas novas na escola ou até mesmo em casa, perguntando aos pais.

Em suma, após esta breve reflexão, reafirmo que as desvantagens do uso excessivo dos jogos de entretenimento se sobrepõem às suas vantagens, sendo o principal inconveniente os problemas de saúde que acarretam.

Francisca

sábado, 6 de junho de 2015

A Francisca inspira-se no Luís

De saltos vai para o baile,

Leonor, pela rua;

vai charmosa e ditosa.


Leva na cabeça a tiara,

o anel nas mãos profundas,

cinta de fino tecido azul;

vestido de seda;

traz a malinha de couro,

mais luminosa que uma estrela;

vai charmosa e ditosa.


Olhos sossegados e castanhos,

cabelos pretos o trançado,

colar de prata...

Tão linda que o mundo espanta!

Chove nela verdade tanta

que dá graça ao charme;

vai charmosa e ditosa.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

A Joana glosa o Luís

De chinelas vai para a escola



De chinelas vai para a escola,

Maria, pelo caminho;

vai sozinha e sem carinho.



Leva no saco o caderno,

a merenda na outra mão,

dentro apenas um pão;

a fome será mais, com certeza,

mas é tudo o que há na sua mesa;

não sente saudades do seu ninho,

vai sozinha e sem carinho.



Descobre ao longe os amigos,

todos chegam com os seus pais,

e mochilas grandes demais;

na escola não querem ficar,

em casa há muito para que voltar;

mas Maria não tem nem um carrinho,

vai sozinha e sem carinho.



terça-feira, 31 de março de 2015

Commentaire N.º 4


A meu ver, as expressões orais foram muito interessantes. Todos os meus colegas procuraram falar o melhor possível das personagens que lhes foram atribuídas.


Gostei de ouvir alguns dos excertos que foram lidos, uma vez que foram bem escolhidos e mostravam as características das personagens. Por exemplo, a XXXX, que falou acerca da personagem XXXX, apresentou a sua história, o seu perfil, caracterizou-a e, por fim, leu um excerto do livro em que se baseou. A XXXX apresentou a sua personagem, XXXX, lendo primeiro um excerto do livro que mostrava a sua personalidade e falando, de seguida, da sua vida e caracterizando também as obras em que está presente, o que se tornou um pouco enfadonho. Por outro lado, teve uma boa dicção e projeção de voz.
Nos aspetos negativos, vou apontar as mãos nos bolsos, a quase leitura do guião e falar mais sobre a obra do que sobre a personagem.
Uma outra expressão oral da qual gostei bastante foi a da XXXX, pois entusiasmei-me com o facto de Mary Poppins ter poderes sobrenaturais e de ser uma ama mágica. Gostei da forma como a XXXX apresentou a sua vida e o seu perfil, tendo uma boa dicção, recorrendo a expressões simpáticas e lendo um excerto do livro.
Em suma, falar sobre personagens de ficção foi uma boa forma de ficar a conhecer mais acerca delas e também de partirmos à descoberta de outros aspetos acerca das mesmas, lendo obras onde estão presentes.
(Imagem retirada de https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/)

Commentaire N.º 3

 
Este período, para a realização das exposições orais de Português, cada aluno teve a oportunidade de apresentar aos seus colegas a personagem que lhe fora atribuída.

Antes de mais, gostava de demonstrar o meu desagrado acerca da falta de pontualidade e de responsabilidade em cumprir prazos, visto que no dia marcado para apresentar as exposições apenas cinco alunos o fizeram.

O primeiro grande problema de algumas exposições foi a postura. Ao longo das apresentações houve mãos nos bolsos e até quem brincasse com a caneta ou com o casaco. Outro grande problema foi o olhar, pois houve quem o dirigisse apenas para a professora ou quem decidisse fixá-lo num ponto.

Na minha opinião, as grandes enumerações tornaram as exposições maçadoras e fizeram com que a atenção dos colegas se dispersasse. Porém, existiram técnicas que, a meu ver, funcionaram. Entre elas estão as comparações, como por exemplo a comparação entre Mary Read e Merida. Gostei também quando eram mencionados alguns vícios ou características específicas das personagens. Outra técnica muito utilizada foi a leitura de excertos do livro que estava na base da exposição oral. Contudo, alguns dos excertos eram desnecessários, dado que não acrescentaram nada de novo à exposição.

No geral, gostei de todas as apresentações, uma vez que fiquei a conhecer personagens de que nunca tinha ouvido falar e gostei sobretudo de ter sido confrontada com o desafio de apresentar também a minha personagem aos meus colegas.

(Imagem retirada de http://cdn.spectator.co.uk/)

Commentaire N.º 2




Ao longo de três semanas do final do 2º período, no sentido de realizar a avaliação da expressão oral, foi-nos proposto pela professora que apresentássemos uma personagem de um livro, indicada por ela.

Na minha opinião, as apresentações foram bastante positivas, na sua generalidade. Cheguei a esta conclusão depois de refletir sobre alguns aspetos benéficos, como a fluidez, a clareza do discurso e o estilo relaxado, com algumas expressões engraçadas e que despertaram interesse, as quais tornaram as exposições agradáveis. Isto demonstrou a confiança dos colegas, que também cativaram através da leitura e explicação de excertos, o que permitiu perceber o contexto.

No entanto, penso que algumas apresentações teriam sido melhores se alguns colegas optassem por adotar um tom de voz mais audível e sem sons hesitantes, ou  se adotassem uma postura menos tensa e sem as mãos nos bolsos. Por outro lado, teria contribuído para uma melhor compreensão a escolha de um excerto mais relacionado com o que estavam a dizer, assim como uma melhor organização do discurso.


Apesar disto, estas exposições levaram a que ficasse a conhecer personagens e livros que desconhecia, de entre os quais destaco Alice, Robinson Crusoe e Sherlock Holmes. No caso de Alice cativou-me para a leitura, mesmo já conhecendo a história e a personagem, pois ao relê-lo iria notar aspetos referidos na exposição, ao contrário de Robinson Crusoe, que desconhecia, e por isso, pretendo ler a sua história. Já o Sherlock Holmes levou a que me interessasse pelas suas investigações.

(Imagem retirada de http://fc09.deviantart.net/)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

58 rugas na cara



Data-01/01/2060

Moledo, Portugal

Como é que vou começar... já nem consigo contar pelos dedos há quantos anos é que não escrevo em ti.... enfim! Aparentemente já passou mais um ano. Já fiz 58 rugas na cara, eu que dizia a brincar à minha mãe, com esta idade, que ela estava velha. Olha, queria eu estar tão bem conservada como ela quando tinha a minha idade.

A família reuniu-se na casa da minha irmã. Tal como o meu avô, ela queixa-se constantemente que já não tem idade para nos aturar a nós todos, mas a Teresa é a Teresa, diz coisas que nunca pensa, é apenas uma das manias dela, sempre assim foi, pelo menos que eu me lembre. Mas volto a citar: estou velha, a minha mente está completamente rebuscada, embora, pensando bem, sempre fui cabeça de vento, esquecida, fazia sempre tudo no último minuto, mas não me leves a mal, posso ser horrível com nomes, ainda pior com caras, nem sequer vou mencionar quão terrível sou com caras. Mas vozes: isso sim, disso não me esqueço, graças a Deus, senão estaria perdida.

Tudo mudou nestes últimos anos. Como tudo na vida, obviamente, pouco foi para melhor: a taxa de obesidade aumentou bruscamente. Imagina toda a gente a usar os novos aparelhos para tudo... mas eu continuo a ter um fraquinho por escrever (e desenhar) em papel, adoro aquele cheiro da folha, sabes? de livros acabados de comprar e folheados pela primeira vez, os bicos de lápis partidos (de que, se não me engano, já fiz coleção quando eu tinha uns cinco anos... eu era uma criança bem idiota). E o cheiro a queimado produzido pelas borrachas quando se apaga com as pressas! Isso sim, é provavelmente o que me faz continuar a escrever em folhas, e também o facto de não ter o autocorretor em cima de ti (que é bem irritante: eu quero escrever  raro, não rato!).

A sociedade está a ir por água abaixo, as pessoas já não têm aquele gosto de se ajudarem como se tinha antigamente, não se pode confiar nos vizinhos e estamos AINDA mais competitivos... e nem se fala do gosto que agora as pessoas têm de espezinhar o próximo.

Olha, estão a chamar-me para ver o fogo de artifício... vou ter de ir...

            Escrevo em ti mais tarde.
Inês

Resumos 1, 2, 3



Vantagens de praticar desporto

A prática de atividades desportivas acarreta, todos sabem, vantagens de vária ordem. O que muitos não sabem é que também pode ajudar terceiros. Veja-se então o exemplo seguinte: Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar e, numa janela, rodeada de chamas e fumo, apertando contra o peito o filho de apenas um mês de idade. Chegam os bombeiros, a situação é crítica, e não há tempo para grandes planos. A mulher, desesperada, lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um homem. O herói desta história é um bombeiro de 39 anos, Félix Vasques, que é praticante amador de basebol. Valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

118 palavras

Opção 1

Nova Iorque, um incêndio num terceiro andar. Rodeada de chamas e fumo, uma mulher lança o filho para a rua, onde será recolhido nos braços de um bombeiro de 39 anos, que era praticante de basebol. Félix Vasquez valeu-se da experiência desportiva de apanhar bolas para blocar a criança, salvando-lhe a vida.

52 palavras
 
Opção 2
O desporto acarreta vantagens. Veja-se o exemplo: Nova Iorque, um incêndio num prédio. Uma mulher desesperada lançou o bebé de um mês para a rua, onde foi recolhido por Félix Vasquez, um bombeiro e praticante de basebol que apanhou a criança, salvando-lhe a vida.


44 palavras

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar


Hoje era um dia diferente, estava ansioso por acordar, mal consegui dormir, mas havia chegado a hora. Vesti-me, tomei banho, tomei o pequeno-almoço, peguei na mala e deixei a minha bela casa. Eram mais ou menos 7:40 (hora de Nova Iorque) quando cheguei ao aeroporto de Manhattan. Vim de táxi. Entrei no aeroporto, despachei a mala e fui para o local de partida. Esperei aí uns vinte minutos, quando aquela voz feminina chamou os passageiros pela última vez. Mostrei os documentos e meti-me no avião. Só me lembro de me sentar confortavelmente no meu lugar, que era o sessenta e tal, e de olhar para o ecrã e estava a dar aquele vídeozinho de segurança. Depois disso adormeci. Acordei com o piloto a anunciar a hora de chegada e esse tipo de informações. Apesar de já estar habituado, nunca gostei muito de andar de avião.

Saí no Porto e fui de táxi até Braga. Mal reconhecia as autoestradas. Já não havia aquela bomba de gasolina, aquele muro com graffiti, e sempre que eu olhava para o lado via prédios e edifícios, onde outrora viviam árvores e arbustos. O “Continente” já não era o “Continente", agora havia lá um grande pavilhão, de cuja utilização nem desconfio. As ruas e estradas eram parecidas, porém as saídas eram outras e todas iam dar a lugares novos de que não me recordava. Havia mais pontes e túneis. A cada minuto, passávamos por uma ou duas pontes e túneis. À medida que me ia aproximando do centro da cidade, o tamanho dos prédios ia aumentando. Todas as velhas casas que havia deram lugar ou a escolas, ou àqueles pavilhões que não sabia o que eram. O chafariz tinha sido tapado e já não atirava água às pessoas.

O táxi deixou-me mesmo ali, à beira da Sé, que, com buracos nas paredes, ainda ia resistindo. Tentei ir a pé para a minha antiga casa, mas acabei por me perder, pois já não reconhecia as ruas e avenidas. Consultei o meu “tablet”, fui àquela aplicação própria da cidade de Braga, que dizia as ruas e dava várias informações sobre a cidade, e pesquisei: “Rua Engenheiro Justino Amorim”. Aquilo abriu um mapa que continha as indicações e fui lá ter. Fiquei imensamente feliz ao ver o parque onde brinquei toda a minha infância. Estava quase igual, só que com mais cavalinhos, baloiços e escorregas. Olhei para o outro lado e vi um prédio alto e branco. Provavelmente seria aí o meu prédio antigo. Não liguei muito e fui para o parque e sentei-me num dos baloiços. Já eram quase oito horas da noite, e eu fiquei lá, a olhar para o céu e a pensar: “Eu quero morrer aqui”.

Tomás

domingo, 11 de janeiro de 2015

2060: o prazer da condução


Braga, Portugal, 26 de fevereiro de 2060
Quarta-feira
 
       Querido diário:
      
       Hoje é o dia dos meus anos. Odeio este dia! Antigamente, em 2014, os dias de anos eram divertidos e reunia-se a família toda. Agora é tudo por «voice mail», já não há o divertimento que havia antes. Agora, até os filhos são diferentes: já não vão à escola e não lidam com outras crianças, pois só têm que clicar num botão e ficam a saber tudo. Já não há alegria nas crianças.
       Hoje de manhã levantei-me, fui dar beijinhos aos meus filhos e um à minha mulher, tomei o pequeno-almoço e fui trabalhar. Ironicamente, no trabalho é onde eu me divirto mais, pois estou com colegas e amigos.
       Mas os dias, aqui em 2060 até são agradáveis, pois adoro conduzir o meu carro voador até ao trabalho ou quando vou dar uma volta com a minha família. Adiante: quando acabei de trabalhar, por volta das 18:00, vim para casa, comemos o bolo de anos, recebi as prendas, falei com a minha mãe e irmãs e depois ficamos todos a ver um filme (as televisões de agora não têm nada a ver com as de 2014).
       Viver em 2060 é bom, pois esta tecnologia toda é boa, mas ainda assim continuo a preferir 2014...
 
Ricardo

Braga: antevisão do futuro


Meu diário,

Voltei hoje, dia 24 de novembro de 2060, à cidade onde passei a minha infância, Braga. Está tudo diferente do que me lembrava de 2014.

Voltei à minha casa. Só se via musgo e ervas a taparem a entrada, notava-se bem as diferenças entre esta e a dos vizinhos: na minha, tudo velho e sujo, portões e paredes. Na dos vizinhos, parecia que acabara a imaginação, a mesma fachada em todas as casas rua abaixo, tudo limpinho e materiais novos. Confesso que fiquei desiludido. A minha casa nova em nada se comparava com esta. Tudo o que para mim era inovador na altura, era agora velho e feio. Fui também ao meu antigo prédio, que tinha sido remodelado. Fiquei surpreendido por lhe terem aumentado 20 andares, pois no tempo em que eu lá morava só tinha cinco, e agora estava com 25 andares.A cidade nem parecia a mesma. Todos os prédios tinham no mínimo 20 pisos, algo que nem era o máximo em 2014.
O trânsito é agora uma confusão: viadutos e via rápidas em tudo quanto é sítio, só filas e filas de carros nas horas de ponta. Quase sem espaços verdes na zona urbana, a população tem de se mover para as áreas periféricas para respirar ar puro, algo que não acontecia antigamente, pois não havia falta de espaços verdes. Consequentemente, todos os parques, como a rodovia e o campo de jogos, ficaram reduzidos a pavilhões fechados, o que me transtornou imenso. Todavia, há mais pessoas a viver em Braga e a cidade está muito bem desenvolvida, com tecnologia de ponta e com boas infraestruturas. Prova disso, uma nova autoestrada que liga a cidade ao seu novo aeroporto, que foi inaugurado em 2050.      

Contudo, acho que fiquei decepcionado com o regresso a Braga, pois esperava um melhor equilíbrio em espaços verdes no centro da cidade, prejudicando a saúde dos seus habitantes. Concluindo, Braga podia ter uma melhor organização política para evoluir ainda mais.

Bernardo

sábado, 10 de janeiro de 2015

Um mesmo olhar sobre as coisas

Hoje, como não aconteceu nada de interessante, decidi comparar o mundo de 2014 e o de 2060.
Em 2014, eu tinha 12 anos. Gostava muito dos gadgets da altura, como os tablets, as PlayStation, a televisão.
Mas agora já não dou muita importância a isso. Importo-me mais com a minha carreira de trombonista e com a minha família. Também pode ter a ver com o facto de agora não precisar destes aparelhos todos. Agora só uso os meus óculos X100, que têm toda a tecnologia de que preciso.
Agora já há muito pouca poluição, ao contrário do que acontecia em 2014, quando usávamos combustíveis para andar nos automóveis. Atualmente usamos a água poluída para os fazer andar. Depois de a usarmos, ela evapora-se e continua o seu ciclo hidráulico. Por isso não a gastamos. Quanto à camada de ozono, já foi reequilibrada para o seu ponto ideal. Reequilibrámo-la de 10 em 10 anos. Agora só em 2070. O cinema, em 2014, era pouco avançado. Tínhamos de nos deslocar lá para ver um filme que tinha saído há pouco tempo e só passado um mês é que o podíamos ver na televisão.
Agora toda a gente tem o seu cinema em casa, com os filmes mais recentes e atualizados.
Usamos o teletransporte para darmos a volta ao mundo num segundo. Antes tínhamos de fazer várias viagens, com preços altíssimos.
Bem, o mundo de hoje não é o que era. Mudou. E apesar de ter 59 anos, tenho o mesmo olhar sobre as coisas. E daqui em diante não vai ser igual. ''Cada vez que um homem sonha, o mundo pula e avança, como bola colorida nas mãos de um criança''.

José João

Nostalgia do Natal de 2014

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In http://rlv.zcache.com.br/, acedido em 10/1/2014
Bom dia,

Hoje estou com mais vontade de escrever, hoje é o dia mais especial do ano. Sempre adorei este dia, mas infelizmente cada vez estou gostando menos, está tudo tão diferente...
Hoje é dia de Natal. Quando era  pequena, em 2014, todas as pessoas do país, Portugal inteiro estava em festa. As pessoas andavam agitadas, a comprar os presentes, a decorar as casas, a fazer tudo e mais alguma coisa!
Hoje em dia não, as pessoas só querem estar em casa, as gerações mais novas a jogar nos seus novos telemóveis, os adultos a trabalhar, a ver televisão... Agora, um dia que era tão especial para mim, torna-se um dia normal.
Lembro-me daqueles Natais alegres, com as mesas recheadas, a casa enfeitada, famílias reunidas. Não queríamos saber das prendas, que eram um pouco desvalorizadas, Agora as crianças só querem prendas, nem sabem o verdadeiro sentido do Natal. É triste, muito triste mesmo.
Os interesses mudaram, os costumes também. Temos só de aceitar. Que eu conheça, só pensam como eu dez ou vinte pessoas. Esta nova geração também tem muitas coisas boas, imensas: a ciência evoluiu muito, a medicina...
São tempos diferentes. Em 2014 as pessoas ligavam mais às tradições.
Hoje em dia preferem outras coisas como novas tecnologias e assim. Bem. vou despedir-me. querido diário.
                                                                                        Até amanhã!
                                                                                        24/12/2060

Esmeralda

59 anos e ainda no Facebook...


02-07-2060

Hoje estou num banco de jardim a relembrar como é que as coisas eram no meu tempo, pois agora, em 2060, já é tudo muito diferente!

Agora já há a moda de toda a roupa ter um “chip” de identificação microscópico. O lado bom disso é que ninguém se perde! Os meios de transporte também estão modificados. Agora já não há ninguém a conduzir os autocarros, táxis, e nem mesmo o seu próprio carro, pois juntaram “chips” ao alcatrão e os carros seguem-no. Muito simples.

     A comida melhorou, e muito! Já se come comida que brilha no escuro e que flutua, não sei como, mas flutua! Usam-se uns óculos cujas lentes permitem ir à Internet, muito boas… agora que uso óculos, dá-me muito jeito para ir ao Facebook! (sim, mesmo com 59 anos ainda vou ao Facebook, não tenho culpa de ser muito social!).

     Mas a mudança de que eu gostei menos foi a mudança da linguagem. Agora é muito mais complicado falar com as pessoas. Acrescentarem algumas palavras, mas, como eu tenho 59 anos, já não tenho paciência para aturar “canalha” e as suas novas linguagens!

     Conclusão: agora sou uma mulher mais velha, com um marido e dois filhos (Xavier e Amanda), mais modificada e requintada, mas continuo a ter saudades do meu tempo, o tempo em que andava cheia de amigas à minha volta e tinha os meus pais a cuidar de mim. Bem, nunca irei esquecer o meu tempo de menina.

   Beijos, Rosana.

Uma família ao serviço do FC Bayern München


fcbayern_social.png (200×200)
In http://www.fcbayern.de/, acedido em 10/1/2014
7 de junho de 2070                                                                                                            Braga, Portugal

Querido Diário:

  Olá, meu velho amigo, já sentia a tua falta. Tu, antigamente, ajudavas-me a desabafar quando eu estava em baixo... agora, também desabafo com o meu robô de estimação.
  Nem sabes como é que isto está!!! Eu estou reformado, mas estou na Alemanha com os meus filhos e a minha mulher. Vim visitar os meus pais e o resto da família. O meu filho mais velho tem 40 anos e seguiu as minhas pegadas como jogador profissional no “FC Bayern München” (é um grande jogador) e a minha filha tem 34 e é empresária no “FC Bayern München”.
  E não é só isto, os carros voam, há robôs por todo o lado, etc. E o futebol, o meu desporto favorito, está melhor do que nunca. Os guarda redes têm luvas de aço, os fatos também são de aço e as chuteiras também, os jogadores também têm o mesmo, mas não têm luvas. Então o jogo fica muito mais emocionante, porque a bola vai com o dobro da velocidade… ah,  quase me esquecia de te dizer que o campo é maior, as balizas mais pequenas e existe um protetor para a bancada.
  Pronto, é isto que eu te tinha para dizer.

ASS: Zé Beto

Regresso ao passado


                                                                                                                          Vila Verde, 06-06-2060

   Querido diário,

Hoje faço anos, e todos os meus filhos, a Rosana, a Tânia e o Filipe quiseram que eu celebrasse os meus 59 anos em grande.
   De manhã, acordei com o pequeno-almoço na cama. Levantei-me, vesti-me e depois os meus filhos quiseram levar-me a um local, mas não me disseram onde. Vendaram-me os olhos, e quando me tiraram a venda, eu vi que estávamos em casa dos meus pais. Entrei em casa, e quando abri a porta estava lá toda a minha família, os meus pais, os meus irmãos e sobrinhos que estão na Suíça, os meus tios, primos e amigos.
   Todos me deram presentes, mas o melhor deles todos foi o do meu marido, que me ofereceu uma viagem a Miami em sua companhia.
   Ainda me lembro do meu aniversário em 2014, quando fiz 13 anos e os meus pais me ofereceram um bilhete de avião para ir passar férias à Suíça, em Agosto, para estar com os meus irmãos e sobrinhos...
   Passei todo o dia com a minha família, por isso o meu aniversário não podia ser melhor.
   Hoje fiquei também a saber que ia ser avó: a minha filha Rosana, a mais velha, está grávida. Foi o melhor aniversário da minha vida. Tive o que mais queria, que era estar com a minha família.



 
Catarina

Um diário compreensivo

Colonization_of_Mars.jpg (700×466)



(In http://blogs.unimelb.edu.au/, acedido em 10/1/2015)
18 de junho de 2060, Braga




Compreensivo diário,



Hoje, faço cinquenta e nove anos ! Estou em minha casa com toda a minha família.
Estive a recordar a minha infância em 2014 e como as coisas mudaram.
Ainda me lembro de como, nessa altura, a grande invenção foram os "Ipad" e outros. Agora, as máquinas é que fazem o mundo trabalhar, estamos muito dependentes delas.
Agora, há fábricas que produzem oxigénio. A poluição aumentou tanto que tivemos de recorrer a estas medidas, mas o ar voltou a ser como era, e podemos respirar livremente. A água do mar subiu muito e cidades (imagine-se lá, cidades) foram engolidas, cidades como Lisboa, que eu me lembro bem de ser a capital do país. É engraçado como as coisas mudam. A população mundial aumentou muito e, por causa disso, houve pessoas que foram colonizar Marte, e agora vivem lá normalmente. Quando eu tinha treze anos, lembro-me de pensar que iam falhar nessa missão, mas, quem diria, tiveram sucesso.
Agora vivo com toda a minha família numa mansão (ganhei o euromilhões), e estou a aproveitar a vida que aqui tenho.
Tenho de ir deitar-me. Foi bom recordar tudo o que aconteceu.


Obrigado, diário.



Do teu,


 Fernando